24/06/2016

Snapchat e Twitter: novas ferramentas para conteúdo jornalístico

Por Zivalda Alves


Pensando na produção jornalística, com exclusividade, vídeo na vertical e jornalismo de dados é possível perceber, na atualidade, o quanto a história pode ser contada por vídeos interativos e dinâmicos. É o caso das plataformas do Snapchat e o Twitter.
Fotos: Alice Vergueiro
Jornalistas especializados em mídias sociais debateram sobre as novas ferramentas para produzir conteúdo jornalístico no painel "Grandes empresas da internet e o futuro do jornalismo", que aconteceu na manhã desta sexta-feira (24) no 11º Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo. Participaram do debate Rodrigo Flores, diretor de conteúdo do Uol, e Jonas Oliveira, responsável pelo Twitter Brasil. Para eles, Snapchat e o Twitter são plataformas que permitem aos jornalistas a produção e distribuição de conteúdos que trabalhem a personalidade e a exclusividade ao reportar os fatos de maneira diferente e ousada.


Rodrigo Flores defende que o Uol, do Grupo Folha, passou a produzir um conteúdo especialmente para o Snapchat, aplicativo do momento com uma proposta moderna, diferenciada e inovadora. "Tudo é feito pelo celular e consegue ser bem mais ágil na hora de produzir informação", afirmou. 

Além disso, ele relatou que a construção da abordagem feita pelo Snapchat acontece em tempo real. Cada Snap é gravado e o upload é feito no mesmo momento. A cobertura desse aplicativo é imediata, sempre com a perspectiva muito parecida com Mídia Ninja, "inserido dentro do que está acontecendo, e não uma perspectiva de quem está de fora acompanhando apenas de longe", conta Flores.


No caso do Snapchat, o importante é sempre quem está contando com personalidade e exclusividade. "Entramos em contato com jovens estudantes, que vivem na periferia, para que eles nos ajudassem a fazer a reportagem e não nós fossemos lá, levássemos o nosso olhar sobre o assunto, traçando a visão dos jovens para os jovens", narra. Para concluir, Flores comentou que "as pessoas passam muito tempo em redes sociais, nesse sentido, a gente quer ser relevante  temos que estar presente na vida das pessoas".


O Twiter soma 320 milhões de usuários em todo o mundo, sendo 80% com acesso via celular. Só na América Latina essa rede social tem uma audiência de 150 milhões de pessoas e os eventos que tiveram o maior numero de visualizações nos anos de 2014 e 2015 foram a Copa do Mundo e Copa América, de acordo com Jonas Oliveira. "O Brasil é um dos 5 mercados mais importantes do Twitter no mundo", afirmou.


Ao serem questionados quanto ao Snapchat ser o concorrente do Twitter, Rodrigo fala que uma coisa não exclui a outra. "A gente está no Faceboock, no Instagran e no Twiter", conta. Enquanto Jonas Oliveira afirma que este é o desafio. "Qualquer aplicativo em que o usuário esteja ocupando o tempo dele, e não seja com o meu aplicativo, é um concorrente", considerou.


No entanto, o diferencial do Twitter para sobreviver nesse mundo de criação de novas ferramentas é a divulgação das informações em tempo preciso. "Essa é a nossa grande aposta, eu não vejo nenhuma outra plataforma entregando essa conexão do usuário com o tempo real, da mesma maneira. A nossa base de usuários é bem jovem ainda, a gente tem pesquisas as quais mostram que no mercado jovem, temos um crescimento bem grande", comentou Jonas.

O 11º Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo é uma realização da Abraji e da Universidade Anhembi Morumbi com o patrocínio de Google, Grupo Globo, Estadão, Folha de S.Paulo, Gol, Itaú, Twitter e UOL, e apoio da ABERT, ANJ, ANER, Comunique-se, Conspiração, Consulado dos Estados Unidos, ETCO, FAAP, Fórum de Direito de Acesso a Informações Públicas, ICFJ, Jornalistas & Cia., Knight Center for Journalism in the Americas, OBORÉ Projetos Especiais, Portal Imprensa, Textual e UNESCO. Desde sua 5ª edição, a cobertura oficial é realizada por estudantes do Repórter do Futuro, sob a orientação de coordenadores do Projeto e diretores da Abraji.






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