24/06/2016

Os desafios das redes sociais no jornalismo tradicional

Fotos: Alice Vergueiro

Por: Juliana Tahamtani



O surgimento das redes sociais trouxe uma alternativa para que os meios de comunicação de massa pudessem propagar, de forma rápida e dinâmica, as informações, o que gerou um grande desafio para o alcance de audiência no jornalismo tradicional. É sobre esse tema que os jornalistas Roberto Dias, da Folha de S. Paulo e Iago Bolívar, do JOTA, debateram no Painel "Como usar redes sociais para alcançar a audiência", no segundo dia do 11º Congresso Internacional de Jornalismo investigativo da ABRAJI.


Roberto Dias iniciou a conversa dizendo que o mundo está cada vez mais dominado pelas redes sociais e o jornalismo profissional precisa ter seu crédito na hora de divulgar informações. "O desafio que elas trazem para o jornalismo não devem ser ignorados", comentou. 

O desafio é como ganhar audiência no meio de tanta concorrência. Segundo Iago Bolívar, todas as informações dentro das redes sociais são visualizadas em um ambiente descontextualizado e, por isso, o ponto de maior importância quando se trata de audiência é conhecer o veículo para adequar a informação à plataforma. 

O Facebook e o Twitter são as principais propagadores de notícias nas redes sociais.  Os jornalistas esclarecem, no entanto, que não existe uma regra para conseguir audiência, mas que é preciso realizar algumas práticas para que o conteúdo se 'viralize'.

Para que uma postagem seja bem sucedida no Twitter é preciso que os textos sejam curtos com uma linguagem mais solta. O Twitter é um aplicativo cronológico, com difusão total das postagens e comentários desvinculados. Já o Facebook possui textos mais extensos e linguagem mais dura, é uma plataforma não cronológica e os comentários sobre cada postagens são vinculados.  


"As postagens nas redes sociais não podem ser réplicas das informações que você já tem no site, é preciso criar uma nova informação de acordo com o padrão de cada rede social" comenta Bolívar.

O segundo ponto importante é conhecer o público alvo. As grandes empresas de mídia utilizam muito a interatividade. Esse recurso facilita a interação com o público e pode atrair novos leitores. 

Apesar das dificuldades do mercado jornalístico, é preciso entender que as redes sociais não são apenas um modo estratégico de ganhar audiência , mas também uma ferramenta de trabalho que ganha cada vez mais espaço. 


O 11º Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo é uma realização da Abraji e da Universidade Anhembi Morumbi com o patrocínio de Google, Grupo Globo, Estadão, Folha de S.Paulo, Gol, Itaú, Twitter e UOL, e apoio da ABERT, ANJ, ANER, Comunique-se, Conspiração, Consulado dos Estados Unidos, ETCO, FAAP, Fórum de Direito de Acesso a Informações Públicas, ICFJ, Jornalistas & Cia., Knight Center for Journalism in the Americas, OBORÉ Projetos Especiais, Portal Imprensa, Textual e UNESCO. Desde sua 5ª edição, a cobertura oficial é realizada por estudantes do Repórter do Futuro, sob a orientação de coordenadores do Projeto e diretores da Abraji.

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