30/06/2018

Dados de interesse público devem estar ao alcance de todos

Jornalista aponta ferramentas de busca para consultas e uso em investigações

Por Natalia de Souza


Flávio Ferreira ministrou a mesa "Como investigar patrimônios de pessoas públicas?". (Foto: Alice Vergueiro)
As ferramentas de consulta a dados públicos têm um grande potencial que deve ser explorado pelos jornalistas, principalmente em investigações. O repórter Flávio Ferreira, do jornal ‘Folha de S.Paulo’, sugere opções para explorar essas informações em reportagens.



A questão foi tema da mesa “Como investigar patrimônios de pessoas públicas?”, no terceiro dia do 13º Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo. Para Ferreira, a divulgação de informações de interesse público gera impacto.

“É importante não só para o jornalista, mas para qualquer cidadão o acesso a esses dados públicos, porque faz parte de pessoas que detém as decisões de políticas públicas”, disse o repórter. Ferreira fez a cobertura sobre as investigações do tríplex do ex-presidente Lula para a ‘Folha de S.Paulo’ entre 2016 e 2017.

O jornalista também falou sobre as dificuldades da apuração dos fatos e defendeu a prática de checagem de informações. “Especialmente para o jornalismo, essa é uma forma de mostrar que não existe preguiça nas apurações e dar a elas o seu devido valor”, afirma Ferreira.

O repórter usou como referência de consulta pública o site do Tribunal Superior Eleitoral. O portal contém listas de bens e documentos de cada candidato. Os dados são atualizados apenas em ano de eleição, o que pode comprometer o acompanhamento das informações.

Outra opção é o site Registradores. O serviço verifica e filtra dados específicos de políticos em cartórios online e cobra uma taxa pelo acesso exclusivo. Ferreira recomenda usar o CPF da pessoa para refinar a pesquisa.


O 13º Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo é uma realização da Abraji e da Universidade Anhembi Morumbi com o patrocínio de Google News Lab, Grupo Globo, Facebook Journalism Project, McDonald´s, Estadão, Folha de S.Paulo, Gol, Itaú, Nexo jornal, Twitter e UOL, e apoio da ABERT, ANJ, ANER, Comunique-se, BuzzFeed, Consulado dos Estados Unidos, ETCO, FAAP, Fórum de Direito de Acesso a Informações Públicas, Revista Piauí, Jornalistas & Cia., Knight Center for Journalism in the Americas, OBORÉ Projetos Especiais, Portal Imprensa, Textual e UNESCO. Desde sua 5ª edição, a cobertura oficial é realizada por estudantes do Repórter do Futuro, orientados por profissionais coordenadores do Projeto e diretores da Abraji.



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