28/06/2018

Jornalista ensina como encher a geladeira e pagar os boletos sem depender de grandes veículos

Painel tem dicas de como empreender na área da comunicação

Por Tchérena Monteiro

Verônica Machado, do blog Jornalista 3.0, dá dicas de como monetizar projetos | Foto: Alice Vergueiro

A empresária brasiliense Verônica Machado, do blog 
Jornalista 3.0 deu início à primeira leva de palestras do 13º Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo, com a mesa "Como sair da inércia e empreender". O site, que se tornou um espaço de conteúdo e educação para jornalistas no mercado digital surgiu há dois anos, quando após ajudar sua mãe a empreender no ramo da gastronomia, ela teve que interromper o projeto Vidas Contadas, de “histórias incríveis de pessoas comuns” por conta de dificuldades financeiras.


Uniu então, o interesse por negócios com o propósito de resgatar a motivação profissional dos jornalistas independentes na internet e de auxiliá-los na realização de projetos. Verônica deu dicas para começar e monetizar uma ideia.

Algumas dicas são:

·         Reduza o tamanho das ideias
Diminua o escopo das ideias e comece pequeno. Teste a ideia antes de começar. Nunca deixe de perguntar às pessoas o que acham e construa com elas seu projeto. Esqueça o medo que roubem seu projeto, uma ideia é de todos;

·         Adeus massa. Olá nicho!
Todo mundo é único e tem uma história. Use sua trajetória para identificar o nicho que gostaria de trabalhar. E faça com que seu nome se espalhe como autoridade naquele assunto, criando uma comunidade. Quem fala para todos, não fala para ninguém;

·         Queime pontes
Use estratégias que farão com que você faça o que precisa ser feito. Assuma compromissos e coloque-se em situações nas quais você não pode voltar atrás;
 
·         Jornalismo como meio e não como fim
Use o jornalismo aliado ao marketing para passar uma mensagem e crie produtos para financiar seus projetos por meio deles. Quanto mais você usar o jornalismo apenas como fim e não como meio, menor a chance de monetizá-lo sozinho; 

·         Quando começar a cobrar
Primeiro decida quem é o público-alvo do seu projeto. Quando o produto resolve o problema ou dor de alguém, pagarão por ele. Segundo Verônica, as pessoas só tiram dinheiro do bolso por dois motivos: dor ou status e as pessoas pagam quando os produtos oferecem status ou quando solucionam um problema;

·         Colocando preço
Sempre há um valor mínimo e um valor abundante, por isso estabeleça um valor para o seu produto ou serviço. Você está vendendo seu talento, sua história e sua experiência. Verônica provoca ao usar a satisfação como métrica, “por quanto você ficaria feliz fazendo um trabalho, sem reclamar?”. É importante não esquecer da parte prática: tenha sempre uma planilha, saiba seu custo mensal.  Associe ganhos e gastos e se pergunte, “se eu fizer este trabalho, dá para eu pagar o quê?”;

Verônica ainda convidou os participantes para compartilhar ideias que desejam colocar em prática, mas que não sabem como. Islânia Lima foi a primeira a se manifestar. Jornalista manauense, ela sonha em construir uma redação popular nas calhas dos rios do Norte.

Após identificar o propósito do projeto, Verônica deu um conselho de ordem prática: reduzir o escopo da ideia, para simplesmente começar. Uma sugestão foi iniciar uma oficina com os jovens do bairro de Islânia, juntar fotos e relatos da oficina, para então reunir documentos e tentar captar investimento em editais ou fundos.

"Este é o primeiro ano em que eu venho ao Congresso e acho que vai valer muito a pena. Eu tenho esse sonho de montar uma redação nas calhas dos rios e não é uma ideia super financeira, é mais para realização pessoal, mas ela me deu ideias boas, vou me aprofundar e colocar em prática para empreender", afirma.


O 13º Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo é uma realização da Abraji e da Universidade Anhembi Morumbi com o patrocínio de Google News Lab, Grupo Globo, Facebook Journalism Project, McDonald's, Estadão, Folha de S.Paulo, Gol, Itaú, Nexo jornal, Twitter e UOL, e apoio da ABERT, ANJ, ANER, Comunique-se, BuzzFeed, Consulado dos Estados Unidos, ETCO, FAAP, Fórum de Direito de Acesso a Informações Públicas, Revista Piauí, Jornalistas & Cia., Knight Center for Journalism in the Americas, OBORÉ Projetos Especiais, Portal Imprensa, Textual e UNESCO. Desde sua 5ª edição, a cobertura oficial é realizada por estudantes do Repórter do Futuro, orientados por profissionais coordenadores do Projeto e diretores da Abraji.

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