30/06/2018

Recursos visuais aprimoram o jornalismo

Utilizar infográficos com seriedade e outros elementos de arte deixam o conteúdo mais agradável e atraente ao leitor


Por Aline Barbosa
Rubens Paiva (O Globo) em painel sobre recursos visuais para o jornalismo. Foto: Alice Vergueiro.

Contrários à ideia de que o profissional deve contar a notícia somente através do texto, Rubens Paiva, editor de arte do O Globo, Carlos Lemos, líder do time de desenvolvedores do Globoesporte.com, e Thea Severino, editora do núcleo de imagem da Folha de S.Paulo, apresentaram, em painel, d
o 13º Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo, exemplos de trabalhos especiais que estimulam o uso de infográficos e diagramações criativas para complementar o texto.Mais do que escrever, o repórter deve pensar nas múltiplas plataformas disponíveis para fazer de seu conteúdo produzido um ambiente interativo ao público. 

A importância do designer de notícias e a visibilidade das matérias foi tema da palestra "Imagem e Notícia: Visualização de dados e design no jornalismo", realizada no sábado, 30.
Os jornalistas expuseram a relevância dos recursos visuais para a reportagem agregando diversas possibilidades à experiência do leitor. "A infografia, na verdade, é uma coisa que todo mundo tem que ter uma noção", afirma Rubens Paiva sobre o recurso. 
A interatividade foi outro ponto abordado com destaque no processo de elaboração de conteúdo. Com foco em narrativas multimídia, os profissionais de comunicação relataram os métodos que utilizaram para criar suas reportagens especiais com criatividade.
Quando se refere à produção de uma matéria, Thea Severino ressalta: "nenhum especial precisa ter texto, os jornalistas gostam de escrever textos longos, e aos poucos a gente está se tocando que as pessoas não tem tanto tempo para ler. Se você transforma o seu texto em vídeo, em uma coisa interativa, um mapa ou uma infografia talvez a pessoa mergulhe mais".
Já Carlos Lemos contou como é feito o processo da criação visual de uma pauta na redação do Globoesporte.com. "Uma coisa importante de se notar é que o debate é visual. Ele começa verbalizado, mas a gente tem papel e caneta por todo o canto, porque como a gente vai discutir uma pauta visual sem discutir visualmente. Ou seja, as ideias visuais saem de um esboço e por aí anda", conclui.
O 13º Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo é uma realização da Abraji e da Universidade Anhembi Morumbi com o patrocínio de Google News Lab, Grupo Globo, Facebook Journalism Project, McDonald's, Estadão, Folha de S.Paulo, Gol, Itaú, Nexo jornal, Twitter e UOL, e apoio da ABERT, ANJ, ANER, Comunique-se, BuzzFeed, Consulado dos Estados Unidos, ETCO, FAAP, Fórum de Direito de Acesso a Informações Públicas, Revista Piauí, Jornalistas & Cia., Knight Center for Journalism in the Americas, OBORÉ Projetos Especiais, Portal Imprensa, Textual e UNESCO. Desde sua 5ª edição, a cobertura oficial é realizada por estudantes do Repórter do Futuro, orientados por profissionais coordenadores do Projeto e diretores da Abraji.

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