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| Como contar histórias respeitando a identidade de gênero de fontes e personagens foi mote da discussão. Foto: Alice Vergueiro |
Por Beatriz Sanz
O Brasil figura no topo do Mapa da Violência por LGBTFobia. De acordo com o levantamento, a cada 25 horas um homossexual é morto no país. Apesar de haver estes e outros dados alarmantes frequentemente estampando manchetes do noticiário, a história dessas pessoas raramente são abordadas em profundidade e é comum o cometimento de erros básicos na cobertura, concluem os especialistas que participaram de painel no 12° Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo.
O Brasil figura no topo do Mapa da Violência por LGBTFobia. De acordo com o levantamento, a cada 25 horas um homossexual é morto no país. Apesar de haver estes e outros dados alarmantes frequentemente estampando manchetes do noticiário, a história dessas pessoas raramente são abordadas em profundidade e é comum o cometimento de erros básicos na cobertura, concluem os especialistas que participaram de painel no 12° Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo.
A mesa “Identidade e questões de gênero: o que fazer para não errar”, realizada neste sábado, 1, contou com a participação de Marina Reidel, coordenadora-geral de promoção dos direitos de LGBT do Ministério de Direitos Humanos, Cláudia Fusco, jornalista e produtora de conteúdo do Think Olga, além de Fabiana Moraes, pesquisadora da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).
Para Reidel, um dos erros comuns cometidos por jornalistas é atribuir substantivos e adjetivos masculinos ao tratar de travestis, que na perspectiva LGBT são consideradas figuras femininas. Ela também aponta a confusão entre conceitos de identidade de gênero e de orientação sexual: “Há um atravessamento dessas questões, mas são coisas distintas”, explica.
Raidel, no entanto, reconhece que, além da cobertura deficiente da imprensa, existe ainda uma dificuldade de implantar políticas públicas adequadas para combater a invisibilidade e violência contra esta população.
A campanha publicitária produzida em comemoração ao Dia Internacional do Orgulho LGBT, em 28 de junho deste ano, é um exemplo de ação positiva para levantar o debate, aponta a coordenadora. De acordo com ela, esta foi a primeira peça realizada pelo Ministério dos Direitos Humanos sobre essa temática. “A ideia foi retratar essas pessoas como pessoas que vivem suas vidas”, conta.
No caso das mulheres, aponta Claudia Fusco, o problema da cobertura está na objetificação do corpo feminino. "Quando a mídia diz que eu preciso de um bumbum perfeito, eu morro porque faço cirurgias para ficar bonita", conta.
A jornalista, no entanto, destaca a importância da mídia como ferramenta para contar a história dessas pessoas, de forma a naturalizar e criar empatia e, assim, combater o ciclo da violência. “A gente não pode mais se dar ao luxo de ignorar essas histórias”, conclui.
Para Reidel, um dos erros comuns cometidos por jornalistas é atribuir substantivos e adjetivos masculinos ao tratar de travestis, que na perspectiva LGBT são consideradas figuras femininas. Ela também aponta a confusão entre conceitos de identidade de gênero e de orientação sexual: “Há um atravessamento dessas questões, mas são coisas distintas”, explica.
Raidel, no entanto, reconhece que, além da cobertura deficiente da imprensa, existe ainda uma dificuldade de implantar políticas públicas adequadas para combater a invisibilidade e violência contra esta população.
A campanha publicitária produzida em comemoração ao Dia Internacional do Orgulho LGBT, em 28 de junho deste ano, é um exemplo de ação positiva para levantar o debate, aponta a coordenadora. De acordo com ela, esta foi a primeira peça realizada pelo Ministério dos Direitos Humanos sobre essa temática. “A ideia foi retratar essas pessoas como pessoas que vivem suas vidas”, conta.
No caso das mulheres, aponta Claudia Fusco, o problema da cobertura está na objetificação do corpo feminino. "Quando a mídia diz que eu preciso de um bumbum perfeito, eu morro porque faço cirurgias para ficar bonita", conta.
A jornalista, no entanto, destaca a importância da mídia como ferramenta para contar a história dessas pessoas, de forma a naturalizar e criar empatia e, assim, combater o ciclo da violência. “A gente não pode mais se dar ao luxo de ignorar essas histórias”, conclui.

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