13/09/2020

Perdeu o Congresso da Abraji? Ainda dá tempo de assistir!

Todo o conteúdo ficará disponível por 30 dias na plataforma do Congresso, e o melhor: de graça. Saiba como acessar

Créditos: Núcleo de Arte

Ainda dá tempo de assistir todas as palestras, debates e oficinas do 15º Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo! Todo o conteúdo ficará disponível por 30 dias na plataforma do Congresso, e o melhor: de graça.

Também é possível assistir novamente o VII Seminário de Pesquisa em Jornalismo Investigativo e o 2º Domingo de Dados, os dois eventos que complementaram a formação de profissionais e estudantes durante a 15ª edição do Congresso da Abraji.

“Dados permitiram trabalhar com reportagens que não poderiam ser feitas de outra forma”, afirma Jennifer LaFleur

Repórter norte-americana apresenta as tendências do jornalismo de dados para o futuro e aponta como são importantes para contar histórias

Por: Isabela Alves e Thuany Gibertini

Edição: Wender Starlles

Créditos: Núcleo de Arte

"Os dados são essenciais porque apresentam uma visão ampla dos assuntos, mas também são importantes para destacar histórias individuais." A afirmação é da jornalista Jennifer LaFleur, do Investigative Reporting Workshop, durante o encerramento do Domingo de Dados, do 15º Congresso da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji).

“Dados permitiram trabalhar com reportagens que não poderiam ser feitas de outra forma”, diz LaFleur. A repórter aponta que existem várias ferramentas que podem auxiliar os jornalistas, como o Accountability Project e o Judgit!. No Brasil, em alguns casos, os profissionais podem recorrer a Lei de Acesso à Informação.

Como colaboração e dados fortalecem o jornalismo investigativo

Projetos de sucesso reforçam a importância de repórteres se aproximarem de outras áreas para inovar o acesso à informação

Por: João Benz, Katherine Rivas, Mariana Soares
Edição: Paola Perroti



“Antes o jornalismo era um exercício de lobo solitário, mas agora é impossível fazer um bom trabalho investigativo e de dados dessa forma”, afirmou Claudia Ocaranza, coordenadora do projeto PODER, no painel “Jornalismo colaborativo de dados”. Mediada por Pedro Burgos do Insper, a mesa aconteceu no Domingo de Dados da Abraji (13) e contou também com a participação de Mathias Felipe, jornalista e cientista de dados do JOLT

Com 15 projetos internacionais, o JOLT une pesquisadores, organizações de mídia e startups para inovar a forma de fazer jornalismo através da tecnologia, aliando conhecimentos de Machine Learning, métricas de audiência, jornalismo colaborativo e de dados.

Já o PODER, de Claudia Ocaranza, é uma ONG Mexicana que busca transparência de contratos entre governo e empresas na América Latina. “Nossa ideia é que qualquer pessoa possa solicitar uma informação e que a vigilância dos contratos possa ser feita por qualquer pessoa. Seja ela jornalista, defensora dos direitos humanos ou uma pessoa cujos direitos foram afetados por contratos do governo“, explica a coordenadora.

Dados são aliados da transparência e do combate à desinformação nas eleições de 2020

Iniciativas como Raio-X dos Municípios, do Insper, e Perfil Político, da Open Knowledge devem subsidiar jornalistas durante o processo eleitoral

Por: Matheus Menezes e Weslley Galzo

Edição: Camila Araujo

Créditos: Núcleo de Arte

São aproximadamente 62% municípios brasileiros em desertos de notícias. Isso significa que 4.500 cidades não possuem uma cobertura jornalística especializada. Em qualquer contexto, esse dado é problemático. Com as eleições municipais que vão ocorrer em breve este ano, o tema se torna mais preocupante. A ausência do jornalismo é terreno fértil para a capilaridade da desinformação.

Na oficina “Dados e Eleições”, do 2º Domingo de Dados, da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji), o jornalista Sérgio Spagnuolo chamou atenção para o fato de que mesmo quando há um ou dois veículos da imprensa local, não existe necessariamente um padrão de qualidade. “Esses veículos podem receber dinheiro de prefeito e de anunciantes porque é o que está garantindo a sobrevivência do negócio.”

Twitter é a melhor rede social para extração de dados

A jornalista da Agência Tatu, Géssika Costa, e o cientista de dados, Janderson Toth, destacam a facilidade de trabalhar com a rede social em relação às demais

Por : Carina Gonçalves e Gabriela Vasques

Edição: Luísa Cortés


A melhor rede social para extrair dados é o Twitter, segundo o cientista de dados Janderson Toth. A plataforma permite um acesso mais fácil às informações sobre as publicações, o que não acontece em redes como Facebook e Instagram. 

Na oficina “Como extrair e analisar dados das redes sociais”, realizada no 2º Domingo de Dados, da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji), ministrada por Toth e pela jornalista Géssika Costa, o cientista de dados contou que essa facilidade é muito benéfica ao jornalismo, já que o Twitter funciona como um “eletrocardiograma” da sociedade: os principais acontecimentos costumam ser bastante comentados na rede social.

Abraji cria ferramenta que reúne bases de dados e faz conexões entre as relações de poder no Brasil

Desenvolvido em parceria com o Brasil.IO, o CruzaGrafos será lançado em outubro e permitirá mapear visualmente conexões entre elementos a partir de bases de dados

Por: André Martins e Katherine Rivas

Edição: Pâmela Chagas


Ferramenta cada vez mais necessária para a profissão do jornalista, o jornalismo de dados possui um estilo de composição diferente dos modelos de matérias tradicionais, como tabelas, colunas, números e linhas. Por esse motivo, acaba afastando os jornalistas que não têm proximidade com essa área. Contudo, este não é o único conflito. Mesmo para os profissionais que gostam de explorar bancos de dados, muitas informações podem passar despercebidas quando observadas apenas a partir de planilhas.

Para solucionar essas dificuldades e facilitar a visualização de conexões entre elementos presentes nas bases de informação, nasceu a ferramenta CruzaGrafos. Com lançamento previsto para outubro, esta plataforma promete auxiliar jornalistas quando o assunto é extrair conexões relevantes para fortalecer a investigação jornalística.

Desenvolvido pela Abraji em parceria com o Brasil.IO, o CruzaGrafos reúne informações coletadas em diferentes bancos de dados, permitindo a exploração visual do material com abordagem diferente de palavras ou planilhas. A interface de navegação da ferramenta cria grafos, que são o resultado do mapeamento de conexões e relações entre os dados pesquisados.

Publique-se e CTRL+X: duas ferramentas para investigar ações judiciais que envolvem políticos

Projetos da Abraji atuam para reparar dificuldades na apuração jornalística sobre processos em tramitação na Justiça

Por: Cassiane Lopes e Gabriela Carvalho

Edição: Natasha Meneguelli


Um desafio para jornalistas é acessar processos judiciais que citam políticos como parte das ações de interesse público e que estão em tramitação no Poder Judiciário. Isso ocorre seja por falta de entendimento da linguagem jurídica ou por dificuldades no próprio acesso aos dados. Para auxiliar neste processo de investigação, a Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) criou duas plataformas: Publique-se e CTRL+X

No Brasil, todos os processos são públicos, exceto pelos que estão em segredo de Justiça. Ou seja, todos os cidadãos deveriam poder acessá-los. Porém, esta não é a realidade, já que os tribunais brasileiros barram e limitam esse acesso, que muitas vezes podem ser consultados apenas pelos advogados e pelas partes envolvidas.

Como usar de ferramentas Open Source em reportagens?

Repórteres de dados demonstram como é possível garimpar dados na internet com o uso de ferramentas gratuitas especializadas em apurações investigativas

Por: Artur Alvarez e Isabella Vieira

Edição: Artur Ferreira


Com a presença cada vez maior de dados de interesse público disponibilizados na internet, as técnicas de Open Source Intelligence (OSINT) - em português, Inteligência de Fontes Abertas - surgem como importantes ferramentas aliadas em apurações de reportagens investigativas, e de forma gratuita.

O uso dessas ferramentas permite que repórteres de dados, como Luiza Bandeira e Eduardo Goulart, obtenham informações vitais para suas investigações. Na oficina "Open source intelligence (OSINT) como aliada do jornalismo", Luiza e Eduardo mostraram como foi possível integrar o OSINT às técnicas mais usuais de apuração jornalística em alguns de seus trabalhos.

Luiza Bandeira, pesquisadora na Atlantic Council e jornalista com passagens pela BBC, Folha de S. Paulo e Nexo, conseguiu recriar a rede de páginas e perfis apoiadores do Presidente Jair Bolsonaro que o Facebook retirou no ar em julho deste ano. Eduardo Goulart, jornalista freelancer responsável pela newsletter De Olho Nos Dados e colaborador do site The Intercept Brasil, utilizou as técnicas de OSINT para descobrir a identidade do homem que depredou cruzes de um protesto organizado pela ONG Rio de Paz na Zona Sul do Rio de Janeiro em homenagem aos mortos por Covid.

“A infografia deve ser usada como ferramenta de informação e persuasão neste momento crítico”, diz professor da UFPE Ricardo Cunha Lima

Aliança entre elementos pictóricos e textos é uma alternativa recomendada para aprofundar debates

Por: Nayani Real e Rafael Toledo

Edição: Nayani Real


Não é novidade que gráficos melhoram a compreensão de informações densas. Na América Latina, a arte rupestre chegou 40 mil anos a.C., atualizando as formas de comunicação então existentes. Já no jornalismo, a infografia similar à qual se tem hoje fincou pé por volta de 1800, após publicação do The Times de Londres. A prática chegou ao Brasil décadas depois e se consolidou a partir dos anos 1980, nos cadernos do jornal O Dia e O Globo.

Em palestra “Como melhorar a sua visualização de dados”, infografistas experientes dividiram seus conhecimentos com o público do 2º Domingo de Dados, da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji). A conversa online trouxe Ricardo Cunha Lima, professor na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), e Rodolfo Almeida, atualmente designer da Dataviz, com experiência anterior em veículos como Nexo Jornal e Vortex Media.

Ferramentas de raspagem de dados facilitam investigação no trabalho jornalístico

Trabalhar com jornalismo de dados requer atenção e uso de métodos especializados, mas ferramentas descomplicadas otimizam o processo

Por: Maria Carolina Sousa e Isabella Vieira

Edição: Pâmela Chagas


Ainda que existam diferentes possibilidades de uso dos dados no jornalismo, pode ser difícil acessá-los de forma clara e organizada. Por isso, são necessários métodos específicos para rastrear, capturar e reunir de forma estruturada a grande quantidade de conteúdo disponível. Mas para otimizar o trabalho do jornalista, existem algumas ferramentas, como contou o data scientist João Carabetta na Oficina de Raspagem de Dados do 2.º Domingo de Dados do Congresso da Abraji. Ele também destacou a importância dessas aplicações em tarefas investigativas, como a fiscalização de bases do poder público.

Carabetta ensina como utilizar a extensão Web Scraper para realizar a raspagem de dados, de forma a organizar informações de maneira automatizada, facilitando o trabalho do jornalista na sistematização das informações.