Por Hanna Oliveira
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| Ana Magalhães (Repórter Brasil) e Katia Brembatti (Gazeta do Povo) conduziram a mesa. Foto: Alice Vergueiro. |
‘Ruralômetro’
é um termômetro virtual que demonstra a ‘febre’ de deputados Federais que
votaram em projetos ruralistas com impactos ambientais negativos. A ferramenta
infográfica foi construída em uma reportagem liderada pela jornalista Ana
Magalhães da ONG Repórter Brasil, em
janeiro desse ano. Cerca de 80 veículos e sites repercutiram a produção, com
mais de 50 mil acessos nos dois primeiros meses de publicação.
A mesa ‘Como
transformar dados em reportagens de engajamento’, no 13° Congresso Internacional de Jornalismo
Investigativo trouxe essa e outras experiências como exemplos de
engajamento utilizando as novas mídias.
Do mesmo
modo, a reportagem ‘Piso
Salarial dos professores do Paraná’ foi acessada por mais de 70 mil pessoas apenas no mês de janeiro.
Liderada pela jornalista Katia Brembatti do jornal Gazeta do Povo, a matéria trata dos pagamentos salariais aos professores do Paraná. A produção interativa tornou-se referência para trabalhadores daquele estado que podiam consultar on-line informações sobre seus salários.
Liderada pela jornalista Katia Brembatti do jornal Gazeta do Povo, a matéria trata dos pagamentos salariais aos professores do Paraná. A produção interativa tornou-se referência para trabalhadores daquele estado que podiam consultar on-line informações sobre seus salários.
Diversos veículos regionais do Paraná replicaram o texto. A Agência Mural tentou aplicar o modelo na cidade de São Paulo e conseguiu mostrar as dificuldades encontradas no acesso aos dados públicos. Completando o saldo positivo, o Banco Mundial usou as informações apuradas pelos jornalistas paranaenses.
Jornalismo multidisciplinar
Para desenvolver o ‘Ruralômetro’, Ana contou com a colaboração de uma equipe de pelo menos 13 profissionais de diferentes disciplinas. Até uma matemática auxiliou na produção da fórmula que indicaria as temperaturas dos deputados analisados.
Além disso,
precisaram ter uma preocupação a mais com tópicos pouco usuais nas redações
tradicionais de jornalismo: experiência do usuário que navegaria pela matéria
com o apoio de uma dupla de designers.
Com Kátia não foi diferente. Ela mobilizou uma equipe de oito pessoas nesse processo, dentre eles, alunos da Universidade Positivo do Paraná. Designers também pensaram na experiência dos usuários que navegaram pela reportagem. A infografia ganha peso e passa a ser fator importante para traduzir informações aos leitores.
As jornalistas também falaram sobre as dificuldades na coleta de informações públicas. De um lado, Ana relatou o desafio em escolher as votações que embasariam os estudos – todas precisavam ser nominais – isso porque a maioria das votações foram realizadas no anonimato. Já Katia traduziu a dificuldade de se trabalhar com dados públicos no Brasil: “as informações não são padronizadas, não são fáceis de achar, não são atualizadas. Quanto menor a prefeitura pior a situação. É bem difícil”.
Com Kátia não foi diferente. Ela mobilizou uma equipe de oito pessoas nesse processo, dentre eles, alunos da Universidade Positivo do Paraná. Designers também pensaram na experiência dos usuários que navegaram pela reportagem. A infografia ganha peso e passa a ser fator importante para traduzir informações aos leitores.
As jornalistas também falaram sobre as dificuldades na coleta de informações públicas. De um lado, Ana relatou o desafio em escolher as votações que embasariam os estudos – todas precisavam ser nominais – isso porque a maioria das votações foram realizadas no anonimato. Já Katia traduziu a dificuldade de se trabalhar com dados públicos no Brasil: “as informações não são padronizadas, não são fáceis de achar, não são atualizadas. Quanto menor a prefeitura pior a situação. É bem difícil”.
Outras perspectivas e um jornalismo
colaborativo
Na contramão
do “espreme que sai sangue” a jornalista do Gazeta do Povo quis enfatizar
também a importância da produção de pautas que trazem uma solução pelo exemplo
e não apenas uma denúncia. “Eu apostei mais na solução do que no problema. Acredito
muito mais nisso.”
Segundo a jornalista do Repórter Brasil, “instituições menores são mais ágeis, mais livres, rápidas e com liberdade editorial para fazer projetos ousados”. Aos jornalistas que querem se aventurar numa empreitada como essa em uma grande redação, Katia deixa a dica: “faça uma pré-apuração, construa uma proposta bem clara que você consiga em uma frase dizer qual é e como ela será executada”.
Segundo a jornalista do Repórter Brasil, “instituições menores são mais ágeis, mais livres, rápidas e com liberdade editorial para fazer projetos ousados”. Aos jornalistas que querem se aventurar numa empreitada como essa em uma grande redação, Katia deixa a dica: “faça uma pré-apuração, construa uma proposta bem clara que você consiga em uma frase dizer qual é e como ela será executada”.
O 13º Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo é uma realização da Abraji e da Universidade Anhembi Morumbi com o patrocínio de Google News Lab, Grupo Globo, Facebook Journalism Project, McDonald's, Estadão, Folha de S.Paulo, Gol, Itaú, Nexo jornal, Twitter e UOL, e apoio da ABERT, ANJ, ANER, Comunique-se, BuzzFeed, Consulado dos Estados Unidos, ETCO, FAAP, Fórum de Direito de Acesso a Informações Públicas, Revista Piauí, Jornalistas & Cia., Knight Center for Journalism in the Americas, OBORÉ Projetos Especiais, Portal Imprensa, Textual e UNESCO. Desde sua 5ª edição, a cobertura oficial é realizada por estudantes do Repórter do Futuro, orientados por profissionais coordenadores do Projeto e diretores da Abraji.

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