Pelo nono ano
consecutivo, estudantes do Repórter do Futuro fazem a cobertura oficial
do evento com apoio da coordenação pedagógica e diretores da entidade
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| Cristina Zahar(Abraji) e Sérgio Gomes(Oboré) organizaram a cobertura em tempo real. Foto: João Paulo Brito |
O
13º Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo marca mais um ano de
parceria entre Abraji e Oboré. Pela primeira vez, a organização de comunicação
popular tem um stand no piso térreo e, pelo nono ano consecutivo, a cobertura
jornalística do evento é realizada pela Redação-Laboratório do projeto.
Criado
com o nome “Repórter 2000” em 1994, o PRF é um curso de complementação
universitária idealizado pela Oboré que já formou cerca de 800 jovens
jornalistas. “A metodologia do Repórter do Futuro é
palestra-conferência-entrevista coletiva. Nos inspiramos em grandes
universidades que trabalham com o conceito de ‘sala de aula invertida’”, conta
Sérgio Gomes, coordenador do projeto e diretor da Oboré.
As
duas instituições trabalham lado a lado desde 2002, ano em que a Abraji foi
criada. Durante os três primeiros anos de vida, a associação funcionou na antiga
sede da Oboré, que operava desde 1978.
Reconhecimento
Sérgio
Gomes e toda a equipe de colaboradores do Projeto Repórter do Futuro foram homenageados
na edição passada do Congresso, pela contribuição ao jornalismo
brasileiro e em especial para a formação de jovens profissionais ao longo dos anos.
Vários deles hoje empreendendo, ocupando cargos de relevância na imprensa e
formando novas gerações de jornalistas pelas universidades do país.
Preparação dos
repórteres
Na
cobertura oficial do evento, os alunos que já passaram por algum dos módulos do
projeto são selecionados para cobrir os painéis. “É um ambiente fraternal,
coleguismo, universitário, em que apontar o erro, identificar o erro, não é uma
crítica pessoal”, explica Sérgio.
Além
das reuniões preparatórias antes da cobertura, a equipe de estudantes selecionados
tradicionalmente participa de cursos oferecidos por parceiros do Congresso,
como o Google, Twitter e Facebook. A ocasião serve para que aprendam sobre as
mais novas ferramentas disponíveis e tenham a oportunidade de testá-las durante
a cobertura e incorporá-las em suas rotinas, profissional e academicamente.
Nesta
edição, foi realizada uma oficina
na sede do Twitter Brasil, com Gustavo Poloni e Gregório Jung, da equipe de
News Partnership do Twitter Brasil e América Latina. “Passar por essa redação é
ter essa experiência de tempo, de pressão, de ter alguém que vai realmente
tentar te pressionar”, conta Cristiane Paião, que começou como repórter na
cobertura e que realiza, nesta edição, a edição dos vídeos e integra a
coordenação.
“O
repórter do futuro foi essencial. Principalmente porque acho que uma das coisas
mais legais que a gente aprende aqui é ter esse contato com gente que, em tese,
seria um ídolo. Aqui a gente é estimulado a não ver os grandes jornalistas como
ídolos, mas como mestres. E a gente vai aprender junto com eles”, conclui.
O 13º Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo é uma
realização da Abraji e da Universidade Anhembi Morumbi com o patrocínio de
Google News Lab, Grupo Globo, Facebook Journalism Project, McDonald's, Estadão,
Folha de S.Paulo, Gol, Itaú, Nexo jornal, Twitter e UOL, e apoio da ABERT, ANJ,
ANER, Comunique-se, BuzzFeed, Consulado dos Estados Unidos, ETCO, FAAP, Fórum
de Direito de Acesso a Informações Públicas, Revista Piauí, Jornalistas &
Cia., Knight Center for Journalism in the Americas, OBORÉ Projetos Especiais,
Portal Imprensa, Textual e UNESCO. Desde sua 5ª edição, a cobertura oficial é
realizada por estudantes do Repórter do Futuro, orientados por profissionais
coordenadores do Projeto e diretores da Abraji.

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