Por Caroline Oliveira
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| Jason Reifler, da Universidade de Exeter, fala sobre fake news e eleições. Foto: Alice Vergueiro. |
As notícias falsas “podem ter produzido efeitos deletérios”. “Contudo,
não há provas de que produziram diretamente mudanças eleitorais”, afirma
Reifler.
A pesquisa identificou 289 sites que propagaram notícias falsas durante
a eleição de 2016 dos EUA. Segundo o levantamento, cerca de 25% dos
norte-americanos visitaram um site de notícias falsas durante o período.
Destes, 40% são apoiadores de Trump. Os dados também indicam que nenhuma pessoa
que acessou uma fake news consultou um site de checagem de fatos.
O pesquisador mostrou que a maioria das pessoas que teve acesso a
essas notícias não mudou o seu voto. Isso porque as informações incorretas
estão relacionadas à ideologia política. “Aquele que consome muita notícia
sobre política só escolhe se expor às notícias falsas porque correspondem ao
seu posicionamento ideológico”, diz o especialista.
Reifler, no entanto, reconhece o poder das fake news. Ele entende que o consumo desse tipo de conteúdo influencia a
decisão de votar ou não (não necessariamente como as pessoas votam). Outra
consequência é a mudança de percepção do público sobre a política.
Para ele, a solução passa por limitar as notícias falsas e
responsabilizar políticos que propagam esse tipo de informação. Reifler incentivou
a expansão de projetos brasileiros especializados em verificação de fatos, como
as agências Lupa e Pública. “Avaliar o que os políticos dizem pode se espalhar
a outras formas de jornalismo.”
O 13º Congresso internacional de Jornalismo investigativo é uma realização da Abraji e da Universidade Anhembi Morumbi com o patrocínio de Google News Lab, Grupo Globo, Facebook Journalism Project, McDonald´s, Estadão, Folha de S.Paulo, Gol, Itaú, Nexo jornal, Twitter e UOL, e apoio da ABERT, ANJ, ANER, Comunique-se, BuzzFeed, Consulado dos Estados Unidos, ETCO, FAAP, Fórum de Direito de Acesso a Informações Públicas, Revista Piauí, Jornalistas & Cia., Knight Center for Journalism in the Americas, OBORÉ Projetos Especiais, Portal Imprensa, Textual e UNESCO. Desde sua 5ª edição, a cobertura oficial é realizada por estudantes do Repórter do Futuro, orientados por profissionais coordenadores do Projeto e diretores da Abraji.

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