Por Tchérena Monteiro
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| Verônica Machado, do blog Jornalista 3.0, dá dicas de como monetizar projetos | Foto: Alice Vergueiro |
A empresária brasiliense Verônica Machado, do blog Jornalista 3.0 deu início à primeira leva de palestras do 13º Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo, com a mesa "Como sair da inércia e empreender". O site, que se tornou um espaço de conteúdo e educação para jornalistas no mercado digital surgiu há dois anos, quando após ajudar sua mãe a empreender no ramo da gastronomia, ela teve que interromper o projeto Vidas Contadas, de “histórias incríveis de pessoas comuns” por conta de dificuldades financeiras.
Uniu então, o interesse por negócios com o propósito de resgatar a motivação profissional dos jornalistas independentes na internet e de auxiliá-los na realização de projetos. Verônica deu dicas para começar e monetizar uma ideia.
Algumas dicas são:
·
Reduza o tamanho das ideias
Diminua o escopo das ideias e comece
pequeno. Teste a ideia antes de começar. Nunca deixe de perguntar às pessoas o
que acham e construa com elas seu projeto. Esqueça o medo que roubem seu
projeto, uma ideia é de todos;
·
Adeus massa. Olá nicho!
Todo mundo é único e tem uma
história. Use sua trajetória para identificar o nicho que gostaria de
trabalhar. E faça com que seu nome se espalhe como autoridade naquele assunto,
criando uma comunidade. Quem fala para todos, não fala para ninguém;
·
Queime pontes
Use estratégias que farão com
que você faça o que precisa ser feito. Assuma compromissos e coloque-se em
situações nas quais você não pode voltar atrás;
·
Jornalismo como meio e não como
fim
Use o jornalismo aliado ao marketing para passar uma mensagem e crie produtos para financiar seus projetos por meio deles. Quanto mais você usar o jornalismo apenas como fim e não como meio, menor a chance de monetizá-lo sozinho;
·
Quando começar a cobrar
Primeiro decida quem é o
público-alvo do seu projeto. Quando o produto resolve o problema ou dor de
alguém, pagarão por ele. Segundo Verônica, as pessoas só tiram dinheiro do
bolso por dois motivos: dor ou status e as pessoas pagam quando os produtos
oferecem status ou quando solucionam um problema;
·
Colocando preço
Sempre há um valor mínimo e um
valor abundante, por isso estabeleça um valor para o seu produto ou serviço. Você
está vendendo seu talento, sua história e sua experiência. Verônica provoca ao
usar a satisfação como métrica, “por quanto você ficaria feliz fazendo um
trabalho, sem reclamar?”. É importante não esquecer da parte prática: tenha
sempre uma planilha, saiba seu custo mensal. Associe ganhos e gastos e se pergunte, “se eu
fizer este trabalho, dá para eu pagar o quê?”;
Verônica
ainda convidou os participantes para compartilhar ideias que desejam colocar em
prática, mas que não sabem como. Islânia Lima foi a primeira a se manifestar. Jornalista
manauense, ela sonha em construir uma redação popular nas calhas dos rios do
Norte.
Após
identificar o propósito do projeto, Verônica deu um conselho de ordem prática:
reduzir o escopo da ideia, para simplesmente começar. Uma sugestão foi iniciar
uma oficina com os jovens do bairro de Islânia, juntar fotos e relatos da
oficina, para então reunir documentos e tentar captar investimento em editais
ou fundos.
O 13º Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo é uma realização da Abraji e da Universidade Anhembi Morumbi com o patrocínio de Google News Lab, Grupo Globo, Facebook Journalism Project, McDonald's, Estadão, Folha de S.Paulo, Gol, Itaú, Nexo jornal, Twitter e UOL, e apoio da ABERT, ANJ, ANER, Comunique-se, BuzzFeed, Consulado dos Estados Unidos, ETCO, FAAP, Fórum de Direito de Acesso a Informações Públicas, Revista Piauí, Jornalistas & Cia., Knight Center for Journalism in the Americas, OBORÉ Projetos Especiais, Portal Imprensa, Textual e UNESCO. Desde sua 5ª edição, a cobertura oficial é realizada por estudantes do Repórter do Futuro, orientados por profissionais coordenadores do Projeto e diretores da Abraji.

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