Por Aline Barbosa
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| Marcelo Beraba faz resumo da trajetória do jornalista Tim Lopes, morto em 2002 | Foto: Alice Vergueiro |
A iniciativa da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) de investigar o assassinato do radialista Jefferson Pureza mostra o perigo que jornalistas enfrentam ao cobrir casos de violência contra profissionais de comunicação. Jefferson foi morto em casa com três tiros no rosto, em janeiro deste ano, em Edealina, Goiás.
A coordenadora
do Projeto Tim Lopes, Angelina Nunes, disse que precisou tomar medidas de
segurança durante o trabalho de investigação do crime na cidade de Edealina. A
jornalista foi a campo junto com outro integrante da Abraji na tentativa de obter
mais informações sobre o caso.
Em
palestra realizada nesta quinta-feira no 13º Congresso Internacional de
Jornalismo Investigativo, ela contou que teve de limitar o tempo usado
para fazer entrevistas. Angelina Nunes e o colega trabalharam apenas até as 17
horas de cada dia por questões de segurança.
Segundo a
investigação da jornalista, a morte de Jefferson Pureza foi encomendada por um
vereador da cidade. A apuração do Projeto Tim Lopes também aponta que moradores
de Edealina sabem a identidade do mandante, mas sentem medo de passar informações
à polícia.
O
jornalista Marcelo Beraba, também presente na apresentação, fez um resumo da
trajetória do jornalista Tim Lopes. O projeto leva o nome em homenagem ao profissional,
que foi assassinado em 2002, no Rio de Janeiro. Arcanjo Antonino Lopes do
Nascimento foi morto após uma investigação nas favelas cariocas.
O
programa, criado pela Abraji, tem por objetivo prevenir assassinatos de
jornalistas por meio de ações em defesa da liberdade de expressão, como a
cobertura de graves ameaças contra os profissionais.
"É um
projeto importante, diferente e pioneiro dentro do país. É um projeto que tem
que sensibilizar os donos do veículos, os diretores dos jornais, das rádios,
das TVs, para entenderem que a gente está cuidando de uma coisa maior, maior
que a manchete do dia seguinte", afirmou Angelina.
O 13º Congresso internacional de Jornalismo investigativo é uma realização da Abraji e da Universidade Anhembi Morumbi com o patrocínio de Google News Lab, Grupo Globo, Facebook Journalism Project, McDonald´s, Estadão, Folha de S.Paulo, Gol, Itaú, Nexo jornal, Twitter e UOL, e apoio da ABERT, ANJ, ANER, Comunique-se, BuzzFeed, Consulado dos Estados Unidos, ETCO, FAAP, Fórum de Direito de Acesso a Informações Públicas, Revista Piauí, Jornalistas & Cia., Knight Center for Journalism in the Americas, OBORÉ Projetos Especiais, Portal Imprensa, Textual e UNESCO. Desde sua 5ª edição, a cobertura oficial é realizada por estudantes do Repórter do Futuro, orientados por profissionais coordenadores do Projeto e diretores da Abraji.
O 13º Congresso internacional de Jornalismo investigativo é uma realização da Abraji e da Universidade Anhembi Morumbi com o patrocínio de Google News Lab, Grupo Globo, Facebook Journalism Project, McDonald´s, Estadão, Folha de S.Paulo, Gol, Itaú, Nexo jornal, Twitter e UOL, e apoio da ABERT, ANJ, ANER, Comunique-se, BuzzFeed, Consulado dos Estados Unidos, ETCO, FAAP, Fórum de Direito de Acesso a Informações Públicas, Revista Piauí, Jornalistas & Cia., Knight Center for Journalism in the Americas, OBORÉ Projetos Especiais, Portal Imprensa, Textual e UNESCO. Desde sua 5ª edição, a cobertura oficial é realizada por estudantes do Repórter do Futuro, orientados por profissionais coordenadores do Projeto e diretores da Abraji.

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