Jason
Reich apresenta práticas de segurança acessíveis voltadas para proteção de
jornalistas
Por Saara Paiva
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| Reich cobrou a aplicação de medidas de segurança para proteger jornalistas. (Foto: Alice Vergueiro) |
A segurança de jornalistas, tanto na internet quanto em campo, foi o
tema do treinamento “Como tornar sua redação mais segura”, no 13º Congresso de
Jornalismo Investigativo. Durante o evento, Jason Reich, diretor Global de
Segurança do Buzzfeed, apresentou técnicas e ferramentas que ajudam os
profissionais a se preservarem durante o trabalho, sejam eles freelancers ou
funcionários de redações.
Jason mostrou as práticas de segurança necessárias para o trabalho do
jornalista, demonstrou casos de estudo e deu dicas para melhorar procedimentos
de risco. Ele ressalta que cada veículo tem um perfil diferente, mas que a
organização e o preparo dos profissionais é fundamental. “Apesar das
divergências, o começo da discussão é simples: reconhecer quais sãos os riscos
e como eles podem ser reduzidos.”
Entre as dicas para enfrentar situações de assédio ou de perigo, Jason
aponta possíveis soluções. Entre elas, sempre tentar andar acompanhado, receber
treinamentos de segurança e primeiros socorros, identificar-se como jornalista e
manter um bom diálogo com a chefia. “Em uma situação de urgência, você tem que passar
três informações básicas para quem vai te ajudar: sua posição, sua situação
atual e os próximos passos que você pretende tomar”, acrescenta.
Reich reconhece a existência de planos de segurança nas redações, mas aponta
falhas na execução. Muitas empresas nem sequer dispõem de medidas de proteção
para os funcionários, quanto mais para jornalistas freelancers. “Em palestras que
dou no mundo todo eu vejo que ter uma equipe de segurança não é comum nas
redações, isso custa dinheiro. Mas existem ferramentas básicas que podem
ajudar”.
Para auxiliar os freelancers, ele apresentou a Acos Alliance. A empresa atende
clientes interessados em criar um ambiente de trabalho mais seguro. “Na maioria
das vezes, os veículos preferem contratar freelancers para tirar de si a
responsabilidade sobre eles. Queremos mudar esse padrão na indústria, porque não
fazer algo positivo para os dois?”
Segundo Reich, as ferramentas mais populares, como Google, WhatsApp e
iPhone, são também as mais seguras. Outra dica é o site SecurittyPlanner. A página oferece um
atendimento personalizado a quem procura dicas de segurança. Já serviços de SMS
e ligações por telefone entram na lista de ferramentas que não devem ser usadas
por oferecerem risco à segurança de informações. “Essas ferramentas não
criptografadas são facilmente interceptadas.”
O 13º Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo é uma realização da Abraji e da Universidade Anhembi Morumbi com o patrocínio de Google News Lab, Grupo Globo, Facebook Journalism Project, McDonald´s, Estadão, Folha de S.Paulo, Gol, Itaú, Nexo jornal, Twitter e UOL, e apoio da ABERT, ANJ, ANER, Comunique-se, BuzzFeed, Consulado dos Estados Unidos, ETCO, FAAP, Fórum de Direito de Acesso a Informações Públicas, Revista Piauí, Jornalistas & Cia., Knight Center for Journalism in the Americas, OBORÉ Projetos Especiais, Portal Imprensa, Textual e UNESCO. Desde sua 5ª edição, a cobertura oficial é realizada por estudantes do Repórter do Futuro, orientados por profissionais coordenadores do Projeto e diretores da Abraji.

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