Com Vaza Jato em evidência, número de assinantes do site aumentou significativamente
Por Ariádne Mussato e Beatriz Santoro
Edição Cristiane Paião e Leandro Melito
Edição Cristiane Paião e Leandro Melito
| Andrei Netto (Headline), Pedro Doria (Meio), Luiza Bodenmüller (Aos Fatos). Foto: Augusto Godoy |
Desde o começo do ano, o site conta com assinaturas recorrentes, arrecadando hoje mais de R$ 260 mil reais por mês somente com seus mais de 9 mil leitores assinantes. A série de publicações da Vaza Jato colocou o The Intercept em evidência, o que colaborou com o aumento das doações. No dia 11 de junho, o montante arrecadado por mês era de 92 mil reais, um aumento de quase três vezes mais.
São Paulo e Rio de Janeiro concentram a maior parte do público financiador, de acordo com o jornalista que também afirma que projetam alcançar outros estados.
Uma das estratégias para conseguir o financiamento das publicações é a utilização da newsletter, que representa uma considerável fatia na conquista de novos leitores financiadores.
Durante o início da Vaza Jato, um dos textos ficou disponível por duas horas somente para os assinantes da newsletter, que é gratuita. Para Demori, isso mostra para os leitores que não se trata apenas de uma assinatura sem nenhum valor, mas de um investimento em informações.
Assim como o The Intercept outros veículos buscam novas formas de financiamento para manterem sua estrutura de publicações no Brasil.
É o caso do Aos Fatos, publicação especializada em checagem. A gerente de inovação Luiza Bodenmüller, ressalta que o apoio financeiro dos leitores é hoje uma forma de garantir a sustentabilidade do veículo e manter sua independência editorial.
“Assim não é necessário ter que abrir exceções ou concessões para financiamentos externos que, a qualquer momento, podem dizer ‘obrigado, a gente não vai mais te financiar’”, conclui Luiza. Apesar disso, ela pontua que ainda há dificuldade em conseguir fidelizar os leitores pagantes.
“Assim não é necessário ter que abrir exceções ou concessões para financiamentos externos que, a qualquer momento, podem dizer ‘obrigado, a gente não vai mais te financiar’”, conclui Luiza. Apesar disso, ela pontua que ainda há dificuldade em conseguir fidelizar os leitores pagantes.
Segundo o jornalista Andrei Netto, as dificuldades encontradas para o financiamento de veículos independentes se assemelham com qualquer outra pequena empresa. Prestes a lançar uma plataforma de consórcio jornalístico chamada Headline ele aponta o investimento em tecnologia, marketing, noção de estratégia de negócio são ameaças constantes de qualquer projeto iniciante.
O 14º Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo é uma realização da Abraji e da Universidade Anhembi Morumbi, com o patrocínio de Google News Initiative, Grupo Globo, Facebook Journalism Project, Itaú, UOL, Twitter, Estadão, Folha de S.Paulo, Poder 360, Crusoé e Aos Fatos; apoio de mídia de Correio (BA), CBN, Grupo RBS e SBT; e apoio institucional de Abert, ANJ, Aner, Comunique-se, Consulado dos Estados Unidos, FAAP, Fórum de Direito de Acesso a Informações Públicas, Insper, Jornalistas & Cia., Knight Center for Journalism in the Americas, Meio, Oboré Projetos Especiais, Ogilvy, Portal Imprensa, Revista piauí, Textual e Unesco. Desde sua 5ª edição, a cobertura oficial é realizada por estudantes do Repórter do Futuro, orientados por profissionais coordenadores do Projeto e diretores da Abraji.
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