29/06/2019

Autor de livro banido no Brasil fala sobre corrupção privada e escândalo da FIFA

Jornalista reforça importância de transparência dentro dos clubes para que novos casos não ocorram

Por Luana Nunes


Ken Bensinger (BuzzFeed News). Foto: Mariana Soares

No Brasil, a corrupção privada não é considerada crime. O tema foi tratado pelo jornalista Ken Bensinger, autor do livro Red Card, e repórter do BuzzFeed News. No País, os direitos de sua obra foram comprados pela Globo, empresa implicada em denúncias de corrupção tratadas no livro. A empresa embargou a publicação. 


A investigação envolve José Maria Marin e Marco Polo Del nero, ex-presidentes da CBF. O primeiro foi condenado a quatro anos de prisão após o caso ser revelado. O segundo ainda vive no Brasil para evitar ser preso nos EUA, onde é impedido de exercer qualquer função ligada ao futebol. 



Por não ser crime em território brasileiro, as investigações sobre corrupção privada enfrentam obstáculos desconhecidos pelos jornalistas, que agem sem respaldo jurídico. 

Rodrigo Mattos, repórter esportivo do UOL, que trabalha nos bastidores do futebol, relata dificuldades para conseguir dados a respeito dos clubes. “Quando preciso saber algo, pesquiso no judicial o nome, clube ou entidade para ver se aparecem processos ou decisões”, conta. Segundo Mattos, “os resquícios que a gente viu no caso FIFA ainda estão acontecendo”. 


A transparência dentro dos clubes têm sido motivo de ganhos. Para o jornalista, “os clubes tiveram que melhorar sua transparência para receber mais, mas ainda tem um longo caminho pela frente”, conclui.  


O 14º Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo é uma realização da Abraji e da Universidade Anhembi Morumbi, com o patrocínio de Google News Initiative, Grupo Globo, Facebook Journalism Project, Itaú, UOL, Twitter, Estadão, Folha de S.Paulo, Poder 360, Crusoé e Aos Fatos; apoio de mídia de Correio (BA), CBN, Grupo RBS e SBT; e apoio institucional de Abert, ANJ, Aner, Comunique-se, Consulado dos Estados Unidos, FAAP, Fórum de Direito de Acesso a Informações Públicas, Insper, Jornalistas & Cia., Knight Center for Journalism in the Americas, Meio, Oboré Projetos Especiais, Ogilvy, Portal Imprensa, Revista piauí, Textual e Unesco. Desde sua 5ª edição, a cobertura oficial é realizada por estudantes do Repórter do Futuro, orientados por profissionais coordenadores do Projeto e diretores da Abraji.

Nenhum comentário:

Postar um comentário