Por Gabriela Neves e Ariádne Mussato
Edição Cristiane Paião
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| Emilia Diaz-Struck (ICIJ) Foto: Alice Vergueiri / Abraji |
Emilia Diaz-Struck, coordenadora do Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos (ICIJ, sigla em inglês) na América Latina, comenta que a plataforma é um canal para jornalistas que se interessam pelo mesmo assunto. “Cada jornalista ajuda de sua forma, alguns sabem melhor dados, outros fontes”, destaca. Por exemplo: às vezes, pode vir aquela dúvida sobre como compartilhar informações sigilosas com outros jornalistas. A ICIJ também pode ajudar com isso, os responsáveis por reunirem documentos da Odebrecht utilizaram plataformas disponibilizadas pela instituição para trocarem documentos. Outra vantagem é que o profissional pode se associar de forma gratuita.
“Às vezes a informação que buscamos está em outros países, muito mais do que nos nossos”, diz a jornalista Catalina Lobo-Guerrero, que faz parte da Global Investigative Journalism Network (GIJN). Segundo ela, a estratégia é contar com apoio de várias instituições. Na CIJN, os jornalistas recebem mensagens de pequenas instituições e repassam para outras maiores, que têm os recursos necessários. Além disso, a GIJN também tem redes de informações disponíveis em várias línguas, newsletters semanais e ainda oferecem ajuda de custo para que instituições menores produzam conteúdos de interesse público.
Se, ainda assim, você acha que falta reconhecimento, conheça o Prêmio Latino Americano de Jornalismo Investigativos, do Instituto Imprensa e Sociedade (IPYS, sigla em espanhol). Desde 2002, eles reúnem por ano cerca de 60 reportagens de jornalismo investigativo. Por meio de uma comissão, eles escolhem 12 matérias e, no final, a melhor é premiada.
O 14º Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo é uma realização da Abraji e da Universidade Anhembi Morumbi, com o patrocínio de Google News Initiative, Grupo Globo, Facebook Journalism Project, Itaú, UOL, Twitter, Estadão, Folha de S.Paulo, Poder 360, Crusoé e Aos Fatos; apoio de mídia de Correio (BA), CBN, Grupo RBS e SBT; e apoio institucional de Abert, ANJ, Aner, Comunique-se, Consulado dos Estados Unidos, FAAP, Fórum de Direito de Acesso a Informações Públicas, Insper, Jornalistas & Cia., Knight Center for Journalism in the Americas, Meio, Oboré Projetos Especiais, Ogilvy, Portal Imprensa, Revista piauí, Textual e Unesco. Desde sua 5ª edição, a cobertura oficial é realizada por estudantes do Repórter do Futuro, orientados por profissionais coordenadores do Projeto e diretores da Abraji.

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