30/06/2018

13º Congresso da Abraji e 40 anos de Oboré: 2018 consolida parceria duradoura


Pelo nono ano consecutivo, estudantes do Repórter do Futuro fazem a cobertura oficial do evento com apoio da coordenação pedagógica e diretores da entidade

Por Carolina Moraes
Cristina Zahar(Abraji) e Sérgio Gomes(Oboré) organizaram a cobertura em tempo real. Foto: João Paulo Brito
O 13º Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo marca mais um ano de parceria entre Abraji e Oboré. Pela primeira vez, a organização de comunicação popular tem um stand no piso térreo e, pelo nono ano consecutivo, a cobertura jornalística do evento é realizada pela Redação-Laboratório do projeto.

Criado com o nome “Repórter 2000” em 1994, o PRF é um curso de complementação universitária idealizado pela Oboré que já formou cerca de 800 jovens jornalistas. “A metodologia do Repórter do Futuro é palestra-conferência-entrevista coletiva. Nos inspiramos em grandes universidades que trabalham com o conceito de ‘sala de aula invertida’”, conta Sérgio Gomes, coordenador do projeto e diretor da Oboré.

As duas instituições trabalham lado a lado desde 2002, ano em que a Abraji foi criada. Durante os três primeiros anos de vida, a associação funcionou na antiga sede da Oboré, que operava desde 1978.

Reconhecimento
Sérgio Gomes e toda a equipe de colaboradores do Projeto Repórter do Futuro foram homenageados na edição passada do Congresso, pela contribuição ao jornalismo brasileiro e em especial para a formação de jovens profissionais ao longo dos anos. Vários deles hoje empreendendo, ocupando cargos de relevância na imprensa e formando novas gerações de jornalistas pelas universidades do país.

Preparação dos repórteres
Na cobertura oficial do evento, os alunos que já passaram por algum dos módulos do projeto são selecionados para cobrir os painéis. “É um ambiente fraternal, coleguismo, universitário, em que apontar o erro, identificar o erro, não é uma crítica pessoal”, explica Sérgio.

Além das reuniões preparatórias antes da cobertura, a equipe de estudantes selecionados tradicionalmente participa de cursos oferecidos por parceiros do Congresso, como o Google, Twitter e Facebook. A ocasião serve para que aprendam sobre as mais novas ferramentas disponíveis e tenham a oportunidade de testá-las durante a cobertura e incorporá-las em suas rotinas, profissional e academicamente.

Nesta edição, foi realizada uma oficina na sede do Twitter Brasil, com Gustavo Poloni e Gregório Jung, da equipe de News Partnership do Twitter Brasil e América Latina. “Passar por essa redação é ter essa experiência de tempo, de pressão, de ter alguém que vai realmente tentar te pressionar”, conta Cristiane Paião, que começou como repórter na cobertura e que realiza, nesta edição, a edição dos vídeos e integra a coordenação.

“O repórter do futuro foi essencial. Principalmente porque acho que uma das coisas mais legais que a gente aprende aqui é ter esse contato com gente que, em tese, seria um ídolo. Aqui a gente é estimulado a não ver os grandes jornalistas como ídolos, mas como mestres. E a gente vai aprender junto com eles”, conclui.

O 13º Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo é uma realização da Abraji e da Universidade Anhembi Morumbi com o patrocínio de Google News Lab, Grupo Globo, Facebook Journalism Project, McDonald's, Estadão, Folha de S.Paulo, Gol, Itaú, Nexo jornal, Twitter e UOL, e apoio da ABERT, ANJ, ANER, Comunique-se, BuzzFeed, Consulado dos Estados Unidos, ETCO, FAAP, Fórum de Direito de Acesso a Informações Públicas, Revista Piauí, Jornalistas & Cia., Knight Center for Journalism in the Americas, OBORÉ Projetos Especiais, Portal Imprensa, Textual e UNESCO. Desde sua 5ª edição, a cobertura oficial é realizada por estudantes do Repórter do Futuro, orientados por profissionais coordenadores do Projeto e diretores da Abraji.

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