30/06/2018

Treinamento reforça importância de assistência e preparo de redações para lidar com riscos


Jason Reich apresenta práticas de segurança acessíveis voltadas para proteção de jornalistas

Por Saara Paiva

Reich cobrou a aplicação de medidas de segurança para proteger jornalistas. (Foto: Alice Vergueiro)
A segurança de jornalistas, tanto na internet quanto em campo, foi o tema do treinamento “Como tornar sua redação mais segura”, no 13º Congresso de Jornalismo Investigativo. Durante o evento, Jason Reich, diretor Global de Segurança do Buzzfeed, apresentou técnicas e ferramentas que ajudam os profissionais a se preservarem durante o trabalho, sejam eles freelancers ou funcionários de redações.



Jason mostrou as práticas de segurança necessárias para o trabalho do jornalista, demonstrou casos de estudo e deu dicas para melhorar procedimentos de risco. Ele ressalta que cada veículo tem um perfil diferente, mas que a organização e o preparo dos profissionais é fundamental. “Apesar das divergências, o começo da discussão é simples: reconhecer quais sãos os riscos e como eles podem ser reduzidos.”

Entre as dicas para enfrentar situações de assédio ou de perigo, Jason aponta possíveis soluções. Entre elas, sempre tentar andar acompanhado, receber treinamentos de segurança e primeiros socorros, identificar-se como jornalista e manter um bom diálogo com a chefia. “Em uma situação de urgência, você tem que passar três informações básicas para quem vai te ajudar: sua posição, sua situação atual e os próximos passos que você pretende tomar”, acrescenta.

Reich reconhece a existência de planos de segurança nas redações, mas aponta falhas na execução. Muitas empresas nem sequer dispõem de medidas de proteção para os funcionários, quanto mais para jornalistas freelancers. “Em palestras que dou no mundo todo eu vejo que ter uma equipe de segurança não é comum nas redações, isso custa dinheiro. Mas existem ferramentas básicas que podem ajudar”.

Para auxiliar os freelancers, ele apresentou a Acos Alliance. A empresa atende clientes interessados em criar um ambiente de trabalho mais seguro. “Na maioria das vezes, os veículos preferem contratar freelancers para tirar de si a responsabilidade sobre eles. Queremos mudar esse padrão na indústria, porque não fazer algo positivo para os dois?”

Segundo Reich, as ferramentas mais populares, como Google, WhatsApp e iPhone, são também as mais seguras. Outra dica é o site SecurittyPlanner. A página oferece um atendimento personalizado a quem procura dicas de segurança. Já serviços de SMS e ligações por telefone entram na lista de ferramentas que não devem ser usadas por oferecerem risco à segurança de informações. “Essas ferramentas não criptografadas são facilmente interceptadas.”

O 13º Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo é uma realização da Abraji e da Universidade Anhembi Morumbi com o patrocínio de Google News Lab, Grupo Globo, Facebook Journalism Project, McDonald´s, Estadão, Folha de S.Paulo, Gol, Itaú, Nexo jornal, Twitter e UOL, e apoio da ABERT, ANJ, ANER, Comunique-se, BuzzFeed, Consulado dos Estados Unidos, ETCO, FAAP, Fórum de Direito de Acesso a Informações Públicas, Revista Piauí, Jornalistas & Cia., Knight Center for Journalism in the Americas, OBORÉ Projetos Especiais, Portal Imprensa, Textual e UNESCO. Desde sua 5ª edição, a cobertura oficial é realizada por estudantes do Repórter do Futuro, orientados por profissionais coordenadores do Projeto e diretores da Abraji.






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