30/06/2018

Projeto independente é referência para inovar nas redações

Jornalista mostra como sair do senso comum sem perder a essência da reportagem


Por Natalia de Souza

 Adriana Garcia adota o design thinking como forma de repensar práticas. (Foto: Alice Vergueiro)
Desde 2006 o jornalismo vive uma crise em seu modelo de negócio que surgiu nos EUA e se espalhou ao redor do mundo, inclusive no Brasil, a partir de 2008. As redações estão cada vez mais enxutas e muitos jornalistas vem perdendo o gosto pelo seu fazer na prática.



Rotina corrida, cansativa, entre tantas outras burocracias que envolvem até as ideologias dos seus veículos. É aí que surge o design thinking como uma solução inovadora para a profissão, que foi tema da palestra "Como planejar seu produto jornalístico: oficina de design thinking", realizada no sábado,30, no 13º Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo.

"O jornalista é educado a cumprir ordens da redação e o design thinking contrapõe essa ideia. Podemos trabalhar em redações ou termos nosso projeto independente, dando gás mútuo aos nossos trabalhos. Isso é o que o design thinking faz", disse a jornalista Adriana Garcia, especialista neste método disruptivo.

O termo americano diz respeito ao método usado por startups e pelas empresas de tecnologia mais inovadoras do mundo, a fim de solucionar problemas e criar produtos e serviços que atendam às necessidades humanas, de forma colaborativa e criativa. O grande diferencial desta ferramenta é incentivar os jornalistas a se reinventarem dentro de suas pragmáticas, criando novos modelos de notícias, pesquisas, sempre se preocupando com o seu público final e não perdendo o prazer e valores-notícia apreendidos na faculdade e depois levados para o dia a dia.

Com o projeto OrbitalLab, que acelera a inovação nas áreas de jornalismo e da comunicação no país todo, Adriana se consolidou na profissão. Atualmente, ela é líder do “Comprova”, que tem como finalidade unir vários veículos diferentes entre si, trabalhando por um objetivo único, em prol dos leitores, do cidadão comum.

Os principais pontos desta iniciativa é ter empatia com o seu usuário; fazer um trabalho etnográfico importante de pesquisa; realizar entrevistas de profundidade; ver se o seu gasto vai valer a pena - processo chamado prototipagem - e se atentar às necessidades e às expressividades do entrevistado.

O 13º Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo é uma realização da Abraji e da Universidade Anhembi Morumbi com o patrocínio de Google News Lab, Grupo Globo, Facebook Journalism Project, McDonald's, Estadão, Folha de S.Paulo, Gol, Itaú, Nexo jornal, Twitter e UOL, e apoio da ABERT, ANJ, ANER, Comunique-se, BuzzFeed, Consulado dos Estados Unidos, ETCO, FAAP, Fórum de Direito de Acesso a Informações Públicas, Revista Piauí, Jornalistas & Cia., Knight Center for Journalism in the Americas, OBORÉ Projetos Especiais, Portal Imprensa, Textual e UNESCO. Desde sua 5ª edição, a cobertura oficial é realizada por estudantes do Repórter do Futuro, orientados por profissionais coordenadores do Projeto e diretores da Abraji.

Nenhum comentário:

Postar um comentário