29/06/2018

Jornalistas de redes sociais dão dicas para aumentar alcance e engajamento

Representantes de Twitter, Facebook e Youtube comentaram o uso de ferramentas de monitoramento de audiência nas redes

Por Aline Barbosa, Daniela Arcanjo, Tchérena Monteiro

Gustavo Poloni(Twitter), Maíra Carvalho(Facebook), Cauã Taborda(YouTube) e Moreno Cruz Osório(Farol Jornalismo) formaram a mesa que aconteceu no auditório do Congresso. Foto: Alice Vergueiro.
Bom conteúdo, inovação e conhecimento da plataforma. Esses são alguns dos conselhos dados por profissionais de mídias digitais para ampliar o alcance nas redes, durante palestra que aconteceu na manhã desta sexta-feira, 29, no 13º Congresso de Jornalismo Investigativo.
Mediada pelo jornalista Moreno Cruz Osório, a mesa 'Ferramentas em redes sociais para aumentar o alcance de conteúdo' contou com representantes do Facebook, Twitter e YouTube, que mostraram aos participantes do evento diversos recursos que podem ser utilizados para elevar a audiência das páginas e canais dos veículos de comunicação.

Uma dessas ferramentas é o CrowdTangle, apresentado pela jornalista e gerente de parcerias de mídia do Facebook, Maíra Carvalho. Adquirido pela empresa no início de 2017, ele permite monitorar e comparar páginas. Vale ressaltar que a tarefa das fanpages para conquistar visibilidade na rede social agora é ainda maior já que, desde janeiro, ela modificou sua política de algoritmos e passou a priorizar perfis pessoais no feed de notícias dos usuários.

A competição, portanto, ficou ainda mais acirrada na busca por curtidas, reações, comentários e compartilhamentos, que a empresa chama de interação significativa, um dos principais índices de relevância. A jornalista frisa que não há um modelo pronto para as páginas terem sucesso; o importante é obter relevância para um nicho e atentar-se para a sua audiência nesse setor. “Tão necessário quanto fazer mais, é deixar de fazer, para fazer melhor”, explica a gerente.

No Twitter, por outro lado, o que vale é a participação intensa de seus usuários, já que as postagens aparecem de acordo com o tempo cronológico e há um uso reduzido de algoritmos. O responsável por parcerias com veículos de comunicação da plataforma, Gustavo Poloni, ressalta a importância da rede para a informação: “nós queremos esta percepção em toda a sociedade de que as notícias acontecem no Twitter”. 

Segundo ele, o conteúdo noticioso chega duas vezes mais rápido nessa rede social, se comparada às demais, e há o dobro de cobertura dos grandes eventos na plataforma. Além disso, os vídeos têm ganhado espaço cada vez maior no Twitter. Poloni afirma que esse tipo de mídia é o que tem maior nível de engajamento, seguido pelos gifs, fotos e por último texto.

Mas o local primordial para esse formato é o YouTube, representado na mesa pelo gerente de comunicação da plataforma Cauã Taborda. Ele explica que a rede cresceu tanto no Brasil pela própria história da televisão no País. “Nós somos uma nação que abraçou a TV”, afirma. A rede disponibiliza um curso gratuito e online para quem quer criar conteúdo, com algumas aulas ministradas pelos próprios youtubers - o YouTube Criadores.

O 13º Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo é uma realização da Abraji e da Universidade Anhembi Morumbi com o patrocínio de Google News Lab, Grupo Globo, Facebook Journalism Project, McDonald's, Estadão, Folha de S.Paulo, Gol, Itaú, Nexo jornal, Twitter e UOL, e apoio da ABERT, ANJ, ANER, Comunique-se, BuzzFeed, Consulado dos Estados Unidos, ETCO, FAAP, Fórum de Direito de Acesso a Informações Públicas, Revista Piauí, Jornalistas & Cia., Knight Center for Journalism in the Americas, OBORÉ Projetos Especiais, Portal Imprensa, Textual e UNESCO. Desde sua 5ª edição, a cobertura oficial é realizada por estudantes do Repórter do Futuro, orientados por profissionais coordenadores do Projeto e diretores da Abraji.

Nenhum comentário:

Postar um comentário