30/06/2018

Busca por boas histórias é a intersecção entre jornalismo e documentário

Profissionais falam sobre o crescente protagonismo do audiovisual nas redações

por Aline Barbosa

Fabíola Aquino, Bruno Wendel, Daniel Brunet e Vinicius Sassine falam sobre a intersecção entre jornalismo e documentário. Foto: Alice Vergueiro.
Jornalistas estão procurando outros meios para produzir reportagens para além do impresso. O painel "Jornalismo e Documentário: Intersecções" discutiu o crescente protagonismo do audiovisual na manhã deste sábado, 30, no 13º Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo. Sob mediação de Angelina Nunes, do Conselho Curador da Abraji, estiveram presentes também Fabíola Aquino, cineasta e jornalista, Bruno Wendel, repórter do 'Correio da Bahia', Vinicius Sassine e Daniel Brunet, ambos d'O Globo'.


Para Brunet, “o caminho do audiovisual é irreversível e a cada dia o Brasil investe mais nesse recurso”. A migração de jornalistas para a área cinematográfica está cada vez mais comum. “Jornalismo e documentário se unem. A gente consegue no documentário passar informação e eu acho que é o que seduz o repórter”, afirma ele. Um dos principais papéis de um documentário, afirma Brunet, é levar ao público algo que seja relevante e desconhecido ao mesmo tempo. Ele acredita que há algo em comum entre as duas técnicas: procurar e contar boas histórias.

Vinícius Sassine, diretor do média-metragem independente "Escape", aposta na mescla de informação e o potencial de filmes documentais de evocar emoções. Seu trabalho conta a trajetória de Ludi, uma travesti brasileira que mora em Barcelona. “A ideia do filme era contar uma história para que as pessoas conhecessem a Ludi e se identificassem com os seus sentimentos", explica Sassine.

Fabíola Aquino e Bruno Wendel relataram como foi o processo de produção de "Sem Descanso", longa que conta a história do chamado "Caso Geovane", em que um jovem de 22 anos foi sequestrado e esquartejado por policiais na cidade de Salvador. O longa tem previsão de estreia para o final do ano. Segundo Wendel, o dia para a estreia será escolhida de acordo com data do julgamento dos envolvidos, que ainda não foi marcado.

O 13º Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo é uma realização da Abraji e da Universidade Anhembi Morumbi com o patrocínio de Google News Lab, Grupo Globo, Facebook Journalism Project, McDonald's, Estadão, Folha de S.Paulo, Gol, Itaú, Nexo jornal, Twitter e UOL, e apoio da ABERT, ANJ, ANER, Comunique-se, BuzzFeed, Consulado dos Estados Unidos, ETCO, FAAP, Fórum de Direito de Acesso a Informações Públicas, Revista Piauí, Jornalistas & Cia., Knight Center for Journalism in the Americas, OBORÉ Projetos Especiais, Portal Imprensa, Textual e UNESCO. Desde sua 5ª edição, a cobertura oficial é realizada por estudantes do Repórter do Futuro, orientados por profissionais coordenadores do Projeto e diretores da Abraji.

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