Modelo busca solucionar problemas da sociedade e mediar aproximação entre o público e a notícia
Por: João Vitor Reis e Natalia de Souza
Edição: Tiago Angelo
Modelo busca solucionar problemas da sociedade e mediar aproximação entre o público e a notícia
Por: João Vitor Reis e Natalia de Souza
Edição: Tiago Angelo
Os jornalistas Paulo Saldaña, Renata Cafardo e Thais Borges destacam o significado político do tema nos últimos tempos e a importância do contato direto com os educadores
Por: André Martins e Miréia FigueiredoVagas em creches, desigualdades e falta de infraestrutura nas escolas, qualidade do ensino, trocas de ministros, educação remota, volta às aulas, financiamento... Se antes já não faltavam pautas, o governo Bolsonaro e a pandemia da covid-19 agregaram novos elementos ao jornalismo de educação.
“O jornalismo de educação passou por grandes mudanças ao longo dos últimos anos”, aponta Renata Cafardo, repórter especial do jornal O Estado de S.Paulo que cobre o tema há 20 anos, dando o tom do debate.
Ao lado de Paulo Saldaña, repórter da Folha de S.Paulo, e Thais Borges, repórter do Jornal Correio, os três ministraram o curso “Como cobrir educação: escola, pandemia e Bolsonaro”, promovido pelo 15º Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji).
A construção de credibilidade jornalística nasce da confiança do público com o veículo de comunicação: é nisso que o "The Trust Project" acredita. Tendo como valores a ética, diversidade e imparcialidade, veículos brasileiros como a Agência Lupa, Agência Mural de Jornalismo das Periferias, Jornal Nexo, O Povo e Poder 360, aderiram à iniciativa, que coloca luz em princípios essenciais para um jornalismo sério e de qualidade, principalmente em meio a uma pandemia.
Este foi o tema da palestra "Construindo credibilidade nas organizações midiáticas pós- covid-19: os desafios de implantar os certificados de verificação de qualidade", com mediação do editor do Estadão, Daniel Bramatti, e participação da fundadora e diretora do The Trust Project, Sally Lehrman, e o co-fundador e correspondente de Osasco da Agência Mural de Jornalismo das Periferias, Paulo Talarico.
Cientista e jornalista comentam a confluência das duas áreas em um esforço conjunto pode conter a desinformação
Por: Mikael Schumacher e Miréia Figueiredo
Edição: Mariana Soares
Além de ter exposto problemas estruturais graves de países do mundo inteiro, como a falta de um sistema de saúde público, a pandemia da covid-19 também apontou para duas fissuras no avanço do desenvolvimento humano: a desvalorização da imprensa e da ciência.
Este foi o ponto central da mesa “Desafios na cobertura do jornalismo científico durante a covid-19”, do 15º Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji), que contou com a participação de Roberta Jansen, jornalista do Estadão especializada em saúde e ciência, e do cientista-membro do Comitê de Combate ao Coronavírus do Consórcio Nordeste, Miguel Nicolelis.
O projeto Amazônia Minada monitora o avanço do garimpo, enquanto desmatamento e queimadas se intensificam no país por influência das políticas não ambientais do governo Bolsonaro
Por: Camilo Mota e Isabela Alves
Edição: Gabriela Vasques
O projeto Amazônia Minada, lançado em novembro de 2019, mapeia e notifica quando novos requerimentos de mineração são protocolados, no governo federal, dentro de unidades de conservação de proteção integral na Amazônia.
A equipe do projeto se inspirou no Robotox, um robô que tuíta sempre que o governo federal libera registro de novo agrotóxico. Elaborado em 3 meses, o robô da Amazônia Minada também avisa, por meio de um tweet, quando um novo pedido de mineração é protocolado.
Tática de divulgação de dados pessoais é utilizada para afetar a credibilidade de profissionais de imprensa e intimidar grupos minoritários
Você pode até não estar familiarizado com o termo, mas com certeza já ouviu ou foi vítima de doxing. A prática, cada vez mais comum contra jornalistas, consiste na publicação de informações privadas ou sensíveis na internet a fim de prejudicar, intimidar e até mesmo censurar a liberdade de expressão de profissionais de imprensa.
Para falar sobre o tema na sexta-feira (11), primeiro dia do 15º Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji), Neena Kapur, gerente de Inteligência de Segurança do The New York Times, contou à jornalista Patrícia Campos Mello, da Folha de S. Paulo, quais são os principais métodos por trás do doxing e como as pessoas podem tomar medidas de segurança digital.
Grandes redações e jornalistas tradicionais tentaram se manter distanciados do tema, porém com a pandemia foram forçados a se adequar à nova realidade
Por: Thuany Gibertini e Pâmela Chagas
Edição: Pâmela Chagas
A crise no jornalismo é debatida já há algum tempo entre profissionais da área. Abordando perspectivas diferentes das tradicionais para fazer do jornalismo um negócio sustentável, a diretora de produtos do portal Jota, Paty Gomes e o coordenador do Google News Lab no Brasil, Marco Túlio Pires, apontam como principal erro dos veículos de comunicação o atraso em se adaptar às novas tecnologias.
Para ambos os jornalistas, é preciso ter uma nova mentalidade de produto e experiência do usuário como alternativa para o fortalecimento da prática jornalística. “É um olhar que a gente importa das empresas de tecnologia para tornar o jornalismo mais essencial”, explica Gomes.
Ele aponta que o modo de trabalho no Jota vai de encontro a essa ideia, “se não for para resolver um problema do usuário, é melhor não fazer".
"Hoje temos uma relação com o conteúdo e a informação de um jeito dinâmico. Então essa visão de resolver um problema é primordial”, conta.