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11/09/2020

Cobertura de questões indígenas: por onde começar

Jornalistas compartilham experiências, dicas e reflexões para quem pretende trabalhar nessa área

Por: Augusto Oliveira e João Benz
Edição: Augusto Oliveira e João Benz


A luta dos povos originários do Brasil é destaque na imprensa nacional e estrangeira enquanto suas vidas, cultura e territórios seguem ameaçados pela postura anti-indígena do governo federal. 

Nesse contexto, o jornalismo tem um papel central na ampliação das vozes dessas comunidades e na defesa do meio ambiente —  pautas emergenciais para esta geração e as próximas.

É o que apontam jornalistas que participaram da mesa Terra Indígena no Centro das Investigações, durante o 15º Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo, nesta sexta-feira (11).

“Eu queria ressaltar a importância do jornalismo abrir espaço para a contratação de profissionais indígenas e desenvolver parcerias mais colaborativas. Isso vai levar a inovação que o jornalismo precisa”, defende Letícia Leite, jornalista do Instituto Socioambiental (ISA) que realiza o podcast Copiô, Parente desde 2017.

O projeto consiste em boletins semanais em áudio, produzidos junto com comunicadores indígenas, que alcançam diversas comunidades através do Whatsapp.

28/06/2019

Jornalismo profissional leva visibilidade ao ativismo nas periferias e grupos étnicos

Proximidade pessoal com temáticas cria cobertura com mais representatividade

Por Helena Mega e Vitória Macedo
Edição Ronald Sclavi


Donminique Azevedo, ex-editora-chefe do Correio Nagô. Foto: Vitoria Castro
Eles não querem ser vistos apenas como ativistas, mas sim como quem faz jornalismo profissional. São comunicadores envolvidos em projetos paralelos à mídia dita “tradicional”. O que os diferem é a preocupação em ampliar e vozes e perspectivas de grupos periféricos ou com recortes étnicos específicos.

“Não queremos ser classificados só como ‘uns alternativos’ que estão fazendo algo que ninguém vê”, ressalta a jornalista Donminique Azevedo, ex-editora-chefe do Correio Nagô, portal de mídia étnica da Bahia. O slogan do veículo, “informação do seu jeito”, mostra que o conteúdo é produzido buscando a melhor representação do povo pela mídia.