Em meio à incessante guerra contra traficantes e dependentes químicos conduzida pelo presidente Rodrigo Duterte, reportagem da Reuters usou apuração na rua e dados para romper a narrativa oficial de que a polícia atirava em legítima defesa
Por: Isabella Vieira e Katherine Rivas
Edição: Ricardo Rossetto
Em 2016, quando Rodrigo Duterte foi eleito presidente das Filipinas, os jornalistas da agência Reuters Andrew Marshall e Clare Baldwin logo identificaram, ali, uma história importante que deveria ser contada.
Conhecido por conduzir uma política antidrogas que provocou a morte de milhares de pessoas na cidade de Davao, onde foi prefeito por 21 anos, Duterte cumpriu a promessa de levar a nível nacional sua guerra incessante contra traficantes e dependentes químicos.
Conhecido por conduzir uma política antidrogas que provocou a morte de milhares de pessoas na cidade de Davao, onde foi prefeito por 21 anos, Duterte cumpriu a promessa de levar a nível nacional sua guerra incessante contra traficantes e dependentes químicos.
"Pouco tempo depois que Duterte assumiu a presidência, os assassinatos vieram às centenas, depois milhares”, conta Marshall. “Em uma favela que visitamos, encontramos uma mulher que tinha perdido quatro filhos nessa guerra às drogas. As testemunhas relatavam que bairros periféricos tinham se tornado um ‘rio de sangue’”, lembra Baldwin.
