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13/09/2020

Jornalismo local também enfrenta fenômeno da polarização

Tecnologia muda a relação dos veículos locais com o público, que não só recebe a informação, mas se transforma em uma espécie de editor

Por: Lala Evan

Edição: Vitória Macedo


De 2004 até os dias atuais, muitas inovações tecnológicas significativas aconteceram no cenário jornalístico. Com a crescente polarização política nas redes sociais, a interação de veículos locais com a sua audiência sofreu mudanças. É o que apontam Érico Firmo, do jornal O Povo do Ceará e Dagmara Spautz, da NSC de Santa Catarina, no painel “Os efeitos da polarização na cobertura política local”, mediado pelo jornalista Thiago Herdy, do jornal O Globo.

O avanço da tecnologia permitiu às redações produzirem conteúdos mais elaborados. Firmo relata que hoje O Povo consegue fazer produções audiovisuais, por exemplo. Isso forneceu ao jornalismo, na opinião dele, uma riqueza de linguagens. Além disso, houve aumento da participação dos leitores, que ficou mais acessível e, com a polarização política, ganhou ainda mais peso.

24/06/2016

Os desafios das redes sociais no jornalismo tradicional

Fotos: Alice Vergueiro

Por: Juliana Tahamtani



O surgimento das redes sociais trouxe uma alternativa para que os meios de comunicação de massa pudessem propagar, de forma rápida e dinâmica, as informações, o que gerou um grande desafio para o alcance de audiência no jornalismo tradicional. É sobre esse tema que os jornalistas Roberto Dias, da Folha de S. Paulo e Iago Bolívar, do JOTA, debateram no Painel "Como usar redes sociais para alcançar a audiência", no segundo dia do 11º Congresso Internacional de Jornalismo investigativo da ABRAJI.


Roberto Dias iniciou a conversa dizendo que o mundo está cada vez mais dominado pelas redes sociais e o jornalismo profissional precisa ter seu crédito na hora de divulgar informações. "O desafio que elas trazem para o jornalismo não devem ser ignorados", comentou. 

O desafio é como ganhar audiência no meio de tanta concorrência. Segundo Iago Bolívar, todas as informações dentro das redes sociais são visualizadas em um ambiente descontextualizado e, por isso, o ponto de maior importância quando se trata de audiência é conhecer o veículo para adequar a informação à plataforma. 

O Facebook e o Twitter são as principais propagadores de notícias nas redes sociais.  Os jornalistas esclarecem, no entanto, que não existe uma regra para conseguir audiência, mas que é preciso realizar algumas práticas para que o conteúdo se 'viralize'.

Para que uma postagem seja bem sucedida no Twitter é preciso que os textos sejam curtos com uma linguagem mais solta. O Twitter é um aplicativo cronológico, com difusão total das postagens e comentários desvinculados. Já o Facebook possui textos mais extensos e linguagem mais dura, é uma plataforma não cronológica e os comentários sobre cada postagens são vinculados.  


"As postagens nas redes sociais não podem ser réplicas das informações que você já tem no site, é preciso criar uma nova informação de acordo com o padrão de cada rede social" comenta Bolívar.

O segundo ponto importante é conhecer o público alvo. As grandes empresas de mídia utilizam muito a interatividade. Esse recurso facilita a interação com o público e pode atrair novos leitores. 

Apesar das dificuldades do mercado jornalístico, é preciso entender que as redes sociais não são apenas um modo estratégico de ganhar audiência , mas também uma ferramenta de trabalho que ganha cada vez mais espaço. 


O 11º Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo é uma realização da Abraji e da Universidade Anhembi Morumbi com o patrocínio de Google, Grupo Globo, Estadão, Folha de S.Paulo, Gol, Itaú, Twitter e UOL, e apoio da ABERT, ANJ, ANER, Comunique-se, Conspiração, Consulado dos Estados Unidos, ETCO, FAAP, Fórum de Direito de Acesso a Informações Públicas, ICFJ, Jornalistas & Cia., Knight Center for Journalism in the Americas, OBORÉ Projetos Especiais, Portal Imprensa, Textual e UNESCO. Desde sua 5ª edição, a cobertura oficial é realizada por estudantes do Repórter do Futuro, sob a orientação de coordenadores do Projeto e diretores da Abraji.

Snapchat e Twitter: novas ferramentas para conteúdo jornalístico

Por Zivalda Alves


Pensando na produção jornalística, com exclusividade, vídeo na vertical e jornalismo de dados é possível perceber, na atualidade, o quanto a história pode ser contada por vídeos interativos e dinâmicos. É o caso das plataformas do Snapchat e o Twitter.
Fotos: Alice Vergueiro
Jornalistas especializados em mídias sociais debateram sobre as novas ferramentas para produzir conteúdo jornalístico no painel "Grandes empresas da internet e o futuro do jornalismo", que aconteceu na manhã desta sexta-feira (24) no 11º Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo. Participaram do debate Rodrigo Flores, diretor de conteúdo do Uol, e Jonas Oliveira, responsável pelo Twitter Brasil. Para eles, Snapchat e o Twitter são plataformas que permitem aos jornalistas a produção e distribuição de conteúdos que trabalhem a personalidade e a exclusividade ao reportar os fatos de maneira diferente e ousada.


Rodrigo Flores defende que o Uol, do Grupo Folha, passou a produzir um conteúdo especialmente para o Snapchat, aplicativo do momento com uma proposta moderna, diferenciada e inovadora. "Tudo é feito pelo celular e consegue ser bem mais ágil na hora de produzir informação", afirmou. 

Além disso, ele relatou que a construção da abordagem feita pelo Snapchat acontece em tempo real. Cada Snap é gravado e o upload é feito no mesmo momento. A cobertura desse aplicativo é imediata, sempre com a perspectiva muito parecida com Mídia Ninja, "inserido dentro do que está acontecendo, e não uma perspectiva de quem está de fora acompanhando apenas de longe", conta Flores.


No caso do Snapchat, o importante é sempre quem está contando com personalidade e exclusividade. "Entramos em contato com jovens estudantes, que vivem na periferia, para que eles nos ajudassem a fazer a reportagem e não nós fossemos lá, levássemos o nosso olhar sobre o assunto, traçando a visão dos jovens para os jovens", narra. Para concluir, Flores comentou que "as pessoas passam muito tempo em redes sociais, nesse sentido, a gente quer ser relevante  temos que estar presente na vida das pessoas".


O Twiter soma 320 milhões de usuários em todo o mundo, sendo 80% com acesso via celular. Só na América Latina essa rede social tem uma audiência de 150 milhões de pessoas e os eventos que tiveram o maior numero de visualizações nos anos de 2014 e 2015 foram a Copa do Mundo e Copa América, de acordo com Jonas Oliveira. "O Brasil é um dos 5 mercados mais importantes do Twitter no mundo", afirmou.


Ao serem questionados quanto ao Snapchat ser o concorrente do Twitter, Rodrigo fala que uma coisa não exclui a outra. "A gente está no Faceboock, no Instagran e no Twiter", conta. Enquanto Jonas Oliveira afirma que este é o desafio. "Qualquer aplicativo em que o usuário esteja ocupando o tempo dele, e não seja com o meu aplicativo, é um concorrente", considerou.


No entanto, o diferencial do Twitter para sobreviver nesse mundo de criação de novas ferramentas é a divulgação das informações em tempo preciso. "Essa é a nossa grande aposta, eu não vejo nenhuma outra plataforma entregando essa conexão do usuário com o tempo real, da mesma maneira. A nossa base de usuários é bem jovem ainda, a gente tem pesquisas as quais mostram que no mercado jovem, temos um crescimento bem grande", comentou Jonas.

O 11º Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo é uma realização da Abraji e da Universidade Anhembi Morumbi com o patrocínio de Google, Grupo Globo, Estadão, Folha de S.Paulo, Gol, Itaú, Twitter e UOL, e apoio da ABERT, ANJ, ANER, Comunique-se, Conspiração, Consulado dos Estados Unidos, ETCO, FAAP, Fórum de Direito de Acesso a Informações Públicas, ICFJ, Jornalistas & Cia., Knight Center for Journalism in the Americas, OBORÉ Projetos Especiais, Portal Imprensa, Textual e UNESCO. Desde sua 5ª edição, a cobertura oficial é realizada por estudantes do Repórter do Futuro, sob a orientação de coordenadores do Projeto e diretores da Abraji.