01/07/2017

Repórteres relatam desafio de cobrir transgêneros sem estereótipos

Renata Ceribelli e Bruno Della Latta falam sobre a série “Quem Sou Eu?”, inspirada na história de Alice no País das Maravilhas

Renata Ceribelli e Bruno Della Latta (TV Globo) em painel sobre o especial a respeito de transgêneros. Foto: Alice Vergueiro.
Por Pâmela Ellen

Retratar a realidade da população trans para além da violência, baixa expectativa de vida e questões relativas à sexualidade foi o desafio assumido pelos repórteres Renata Ceribelli e Bruno Della Latta. A dupla buscava uma temática que pudesse atingir o público mais velho e conservador, que não está no ambiente da internet, e viu então a possibilidade de contar múltiplas histórias sobre quem são e como se sentem os transgêneros no Brasil. 

Para editor do Washington Post, jornalismo de qualidade é essencial para manter democracia viva

Martin Baron veio ao Brasil para debater democracia, jornalismo e inovação

O editor-chefe do Washington Post falou sobre a mudança na configuração do jornal após o periódico ser comprado por Jeff Bezos, da Amazon. Foto: Alice Vergueiro

Por Caroline Oliveira e Matheus Moreira

“Estamos aqui para fazer nosso trabalho”. A fala é de Martin Baron, editor do jornal estadunidense Washington Post, que encerrou o ciclo de palestras e laboratórios do 12º Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo da Abraji. O jornal que edita desde 2013 carrega o peso simbólico do slogan que deu nome à mesa nesse 1 de julho: A democracia morre na escuridão.  

O que acontece quando informações privadas cercam os interesses públicos?

Para Marina Atoji, a busca por esses dados pode ser mais difícil do que parece
Marina Atoji (Abraji) em painel sobre acesso a informações provadas de interesse público. Foto: Alice Vergueiro.
Por Julia Martins

A Lei de Acesso à Informação (12.527/2011) regulamenta o direito constitucional de acesso às informações públicas, que por consequência, são de interesse da população. No entanto, ainda existem dúvidas sobre como coletar informações que, sendo de interesse público, estão relacionadas a instituições privadas.


Jornalista precisa descansar para fazer boa reportagem

Angelina Nunes, repórter e professora da ESPM, dá dicas para uma boa apuração
Angelina Nunes (Mulheres 50 mais/Abraji) fala sobre elementos de metodologia do jornalismo investigativo. Foto: Alice Vergueiro.
Por Sara Baptista

Indo contra o senso comum do exercício jornalístico, a repórter e professora Angelina Nunes afirma que momentos de descanso são essenciais para a apuração de reportagens investigativas, que exigem fôlego. Para ela, “as boas ideias você tem quando está relaxado”. 

Whistleblowing facilita contato direto entre fontes de denúncias e veículos de comunicação

Repórter da ESPN e co-editor da AWP discutem a apuração de denúncias feitas a partir do público e como usá-las em favor do jornalismo para investigar informações públicas

Gabriela Moreira (ESPN) em painel sobre quando o público é a fonte. Foto: Alice Vergueiro.

Por Nathalia Durval


Criar canais seguros para a troca de informações privadas de instituições é desafio para garantir a comunicação entre veículos e o público. Whistleblowing, algo como “soando o apito”, é o termo utilizado para definir a prática de expor qualquer tipo de informação privada de empresas, geralmente relatada por funcionários.

Especialistas discutem erros de jornalistas ao cobrir questões de gênero

Jornalistas, pesquisadores e autoridades participaram de painel do Congresso da Abraji neste sábado

Como contar histórias respeitando a identidade de gênero de fontes e personagens foi mote da discussão. Foto: Alice Vergueiro
Por Beatriz Sanz

O Brasil figura no topo do Mapa da Violência por LGBTFobia. De acordo com o levantamento, a cada 25 horas um homossexual é morto no país. Apesar de haver estes e outros dados alarmantes frequentemente estampando manchetes do noticiário, a história dessas pessoas raramente são abordadas em profundidade e é comum o cometimento de erros básicos na cobertura, concluem os especialistas que participaram de painel no 12° Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo.

Direito de exercer a profissão de jornalista com liberdade é ameaçado em muitos países


Jornalistas muitas vezes podem ter sua liberdade de expressão e direitos de trabalho ou mesmo a própria vida ameaçada. Isso pode melhorar com a mudança da legislação nos países ou com a atuação da sociedade civil e de organizações.


A conversa aconteceu durante painel que tem como proposta a troca de experiências e contatos. Foto: Alice Vergueiro


Por Carolina Marcheti

Emmanuel Colombié é diretor do “Repórteres sem fronteiras”(RSF) na América Latina e sozinho conduziu a palestra “Segurança na profissão”, sobre a importância da proteção dos jornalistas pelos seus respectivos países, no último dia do 12º Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo, da Abraji. De acordo com ele, não há um sistema perfeito a ser implantado mas há locais onde a legislação é mais favorável. A Noruega por exemplo, é o país que mais defende os jornalistas.

Cineastas criticam cobertura do impeachment: “golpista e sensacionalista”

Anna Muylaert, Lô Politi e Maria Augusta Ramos revelam bastidores de documentários sobre destituição de Dilma Rousseff
Cineastas discutiram bastidores de documentários sobre impeachment de Dilma Rousseff. Foto: Alice Vergueiro
Por Luana Nunes, Maria Silvia Lemos e Sheyla Melo

Quatro documentários sobre o impeachment de Dilma Rousseff estão sendo produzidos neste momento, e as responsáveis por dois deles estiveram em uma mesa de debates no 12º Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo, da Abraji, neste sábado, 1. Anna Muylaert, Lô Politi e Maria Augusta Ramos revelaram detalhes sobre seus filmes e criticaram a atuação da imprensa no afastamento da presidenta.

Entenda os bastidores do furo da delação da JBS

Repórter de O Globo, que apurou reportagem com Lauro Jardim, conta como foram as três semanas antes da divulgação

"Nossa missão como jornalista é tirar a poeira debaixo do tapete", disse Guilherme Amado. Foto: Alice Vergueiro
Por Ana Paula Bimbati e Fidel Forato

No dia 17 de maio, às 19h15, o país parou. O assunto era o mesmo entre as pessoas. O jornal O Globo acabava de divulgar uma reportagem sobre a delação dos donos da JBS. Não era uma simples entrega. A matéria trazia, entre outros escândalos, que o presidente Michel Temer havia dado aval para comprar o silêncio de Eduardo Cunha, ex-presidente da Câmara. 

Newsletters cedem espaço ao jornalismo

Painel do 12º Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo trouxe a apresentação de dois modelos de reportagem que combatem o excesso de informação e as fake news das redes sociais

As newsletters deixaram de ser apenas recurso de empresa e marketing e viraram ferramenta essencial na difusão de conteúdo. Foto: Alice Vergueiro

Por Agnes Sofia Guimarães

Recurso muito utilizado em publicações empresariais e em marketing de conteúdo de empresas, a newsletter tem se transformado em ferramenta de produção de conteúdo jornalístico. Na palestra “Segredos da curadoria de conteúdo em newsletters”, que aconteceu neste 1º de julho, no 12º Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo, dois projetos nessa área foram apresentados pelos jornalistas Pedro Doria e Conrado Corsalette.