Diante do contexto de constantes ataques à liberdade de imprensa e impunidade à morte de jornalistas, Laurent Richard e Angelina Nunes apresentam iniciativas colaborativas em defesa da profissão
Por: Maria Carolina Sousa e Isabella Vieira
Edição: Caroline Oliveira
A morte de um jornalista não significa a interrupção de uma história. Foi a partir desta ideia que profissionais da imprensa decidiram se mobilizar para além de notas de repúdio e fundaram projetos para investigar os crimes e dar continuidade às investigações desenvolvidas pelos jornalistas assassinados.
Segundo os Repórteres Sem Fronteiras (RSF), censura, prisão e morte de jornalistas se devem às suas pautas de investigações contra políticos corruptos ou organizações criminosas, principalmente. De acordo com a instituição, 49 jornalistas perderam suas vidas em 2019 enquanto praticavam sua profissão.
Para Laurent Richard, jornalista investigativo francês e
fundador do Forbidden Stories, nesse cenário “há duas maneiras de defender a imprensa:
lutando por políticas governamentais contra a impunidade dos crimes e
criando projetos de jornalistas na defesa de outros jornalistas".
Laurent Richard participou do painel "Forbidden Stories e Programa Tim
Lopes: Conheça iniciativas que investigam a morte de jornalistas", do
15º Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo da Associação
Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji).
O debate também
contou a presença de Angelina Nunes, coordenadora do Programa Tim Lopes
da Abraji, e mediação de Marcelo Beraba, jornalista e um dos fundadores
da Abraji.








