Jornalistas sul americanos discutem obstáculos vividos no continente para atuar na área
Por Luana Dias
Edição Germano Assad
O primeiro a falar sobre os Desafios do Jornalismo investigativo na América Latina no congresso da Abraji foi Octavio Enriquez, repórter do jornal nicaraguense La Prensa.
Antes de abrir o slide com a apresentação que havia preparado para o evento, Enriquez alertou: “Estamos em uma situação crítica do ponto de vista dos direitos humanos [na Nicarágua]. Trago uma apresentação com imagens que acredito serem muito fortes”.
As imagens contextualizavam o governo opressivo do presidente Daniel Ortega e de sua esposa Rosario Murillo. Conforme dados de 2018 disponibilizados pelo relatório preliminar da Associação Nicaraguense dos Direitos Humanos (ANPDH), no período de 19 de abril a 25 de julho, foram mortas 448 pessoas pela repressão do governo.
10/07/2019
03/07/2019
Vídeos | Como entrar em contato com grandes histórias | Entrevista com Daniela Arbex
Daniela Arbex, jornalista, escritora e documentarista, falou com a Redação Laboratório do Projeto Repórter do Futuro sobre como se dá a relação com as fontes e a construção de grandes histórias. Ela participou do Domingo de Dados do 14º Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo.
Por Cristiane Paião, Gabriela Neves e Natalia Souza
Edição Augusto Godoy
Por Cristiane Paião, Gabriela Neves e Natalia Souza
Edição Augusto Godoy
Vídeos | Introdução à programação | Entrevista com Cecília do Lago e Rodrigo Menegat
Cecília do Lago e Rodrigo Menegat, jornalistas do Estadão, falaram com a Redação Laboratório do Projeto Repórter do Futuro sobre as maneiras mais eficientes de começar a trabalhar com programação e dados. Eles participaram do Domingo de Dados do 14º Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo.
Por Cristiane Paião
Captação e Edição Augusto Godoy
Por Cristiane Paião
Captação e Edição Augusto Godoy
Vídeos | Podcasts no Brasil: "Caso Evandro", Projeto Humanos | Entrevista com Ivan Mizanzuk
Ivan Mizanzuk, professor, escritor e podcaster, falou com a Redação Laboratório do Projeto Repórter do Futuro sobre sua relação com o jornalismo e o desenvolvimento de podcasts no Brasil. Ele participou do Domingo de Dados do 14º Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo.
Por Weslley Galzo e Cristiane Paião
Edição Augusto Godoy
Por Weslley Galzo e Cristiane Paião
Edição Augusto Godoy
Perfil: Felype Adms Oliveira (Rede Record/ Pará)
Quem é esse cara que
gastou, economizou, se endividou e viajou mais de 2.800 km para estar em um
lugar que para muitos é banal?
Por Vitória Macedo
Edição Cristiane Paião e Gabriela Moreira
| Felype Adms Oliveira fez uma viagem de mais de 20h até o Congresso. Foto: André Catto |
Como todo bom jornalista Felype Adms Oliveira, que trabalha na TV Vitoria, uma afiliada da Rede Record de Vitoria do Xingu, em Altamira no Pará, gosta de contar
histórias. A sua vinda da área mais verde do país é inspiradora diante de
olhares que estão sempre voltados para as selvas de pedras das grandes capitais do eixo sul-sudeste. Frente a frente,
sentados em uma mesa no vão principal do Congresso Internacional de Jornalismo da Abraji, a conversa fluiu com os estudantes da redação-laboratório do Repórter do Futuro em meio aos
aviões que iam e vinham a todo instante sobre os céus da Anhembi Morumbi...
02/07/2019
Homenagem à Miriam Leitão
Documentário exibido na cerimônia de homenagem a Miriam Leitão, realizada no 14º Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo (2019). Outros Olhos Filme.
30/06/2019
7 dicas e um segredo para ser feliz fazendo jornalismo de dados
José Roberto de Toledo ensina como entrar na área.
Por: Géssica Brandino e Giulia Afiune
Se há dez anos, o jornalista sofria com a escassez de informação, o problema hoje é justamente o inverso: lidar com uma imensidão de dados. Se cada byte fosse um litro d’água, em um ano a quantidade de informações produzidas poderia encher o Oceano Pacífico.
A analogia feita pelo jornalista e editor-executivo do site da revista piauí, José Roberto de Toledo, ajuda a entender o desafio encarado por repórteres que trabalham com dados.
"A agulha que a gente procurava com a ajuda de um bloquinho e uma caneta, hoje a gente tem que achar dentro de um palheiro que é cada dia maior”, afirmou.
Para além dos dados: Como transformar estatísticas e documentos em reportagens interessantes
Estadão, G1 e Folha de S. Paulo
revelam bastidores de importantes matérias feitas a partir de dados
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| Thiago Reis, do G1, fala sobre a reportagem de dados “Escravos sem Correntes” . Foto: Alice Vergueiro. |
Por Samara Najjar
Transformar estatísticas e
documentos em histórias de interesse público é um dos maiores desafios do
jornalismo de dados. Para além de traduzir planilhas e convertê-las em textos,
jornalistas também apostam em diferentes recursos para prender a atenção do
leitor e explicar temas importantes de forma mais didática.
A elaboração de um infográfico foi
uma das principais etapas da produção do Basômetro 2.0, do jornal Estadão. O projeto trata-se de
uma ferramenta online que permite medir o governismo de cada partido político
ou deputado entre os anos de 2003 até os dias de hoje. Nele, há registros dos
mais de 844 mil votos dados por 1.811 parlamentares em todas as 2.427 votações
realizadas na Câmara nos últimos 17 anos.
Entrevista: assassinato de jornalistas cria zonas silenciadas na América Latina, diz assessor da Unesco
Guilherme Canela, assessor da Unesco, fala sobre os desafios para o exercício da profissão na região
Por Ana Luisa Zaniboni, Cristiane Paião, Stéfanie Rigamonti e Leandro Melito
Edição: Leandro Melito e Stéfanie Rigamonti
A América Latina é a região do mundo sem um conflito armado aberto com maior número de assassinatos de jornalistas no mundo. Em 2017 foram registrados 22 casos na região - o equivalente a 28% das mortes em todo o mundo. Em 2016 foram 28 casos - 27% do total. As informações são do relatório da Unesco Punir o Crime, Não a Verdade.
“Se eu tivesse que escolher um problema, o primeiro que a gente tem que atacar é que as pessoas parem de matar jornalistas”, afirma Guilherme Canela, Assessor Regional de Comunicação e Informação da Unesco.
Por Ana Luisa Zaniboni, Cristiane Paião, Stéfanie Rigamonti e Leandro Melito
Edição: Leandro Melito e Stéfanie Rigamonti
| Guilherme Canela, assessor da Unesco. Foto: Cristiane Paião. |
“Se eu tivesse que escolher um problema, o primeiro que a gente tem que atacar é que as pessoas parem de matar jornalistas”, afirma Guilherme Canela, Assessor Regional de Comunicação e Informação da Unesco.
Entrevista: Jornalismo comunitário aproxima grande imprensa e academia da realidade periférica
Gabi Coelho transita entre favela e asfalto,
reportando temas caros à periferia
Por Ana Luisa Zaniboni, Germano Assad e
Leandro Melito
Edição: Germano Assad
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| Jornalista Gabi Coelho, em painel no 14º Congresso da Abraji. (Foto: Alice Vergueiro / Abraji) |
Cobrir temas
relevantes e presentes no cotidiano das favelas e periferias Brasil afora
sempre foi um desafio, em especial para a grande imprensa e correspondentes
internacionais baseados no país. Para não incorrer em velhos clichês e preconceitos,
nada como uma visão de dentro, sensível à imensidão do país e suas nuances
regionais.
A imprensa alternativa tem histórico de representatividade no Brasil, mas com o
assassinato de Tim Lopes, em 2002, passou a pautar com mais frequência as mídias de massa. Por um lado pela consolidação de novos coletivos, jornalistas e mídias. E por outro, pela busca dos canais tradicionais por uma cobertura comunitária segura, plural e que vá além do
narcotráfico e da utilidade pública pontual.
Gabi Coelho é
uma destas jornalistas, que tem colocado sua “visão de
mulher negra periférica, jovem” a serviço do diálogo entre a favela e o
asfalto.
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